O Brasil tem erros estruturais, oriundos de uma cópia do sistema presidencialista americano.
Ao copiá-lo, logicamente, nossos digníssimos signatários de outrora fizeram nele o
que chamaram de adaptação à nossa realidade, mas que, na verdade, foram alterações que beneficiavam interesses escusos.
Temos um problema seríssimo no que diz respeito ao pacto federativo.
Na nossa constituição, o subsolo pertence a União, e não aos estados.
Já na constituição americana, se sair petróleo no quintal da sua casa o direito de explorá-lo é seu.
Temos um sistema de arrecadação que junta tudo na conta da união e ela devolve porcamente uma mísera parte aos estados.
Os americanos, ao contrário, arrecadam individualmente e mandam uma parte para a União. É com ela que o presidente americano faz política externa, guerras e trata das calamidades. No fundo quem paga é sempre o contribuinte.
Nosso pacto federativo permitiiu que estados como São Paulo, que sempre dominou fortemente a política nacional, crescecem e se estruturassem na magnitude em que estão, enquanto os outros estados, em especial os do nordeste, minguassem na mão
de políticos que se beneficiram de monopólios e oligopólios (Sarney, ACM e outros) sem necessariamente defender suaa regiões como deveriam.
Assim, dentro do nosso pacto federativo, o petróleo que se extrai do Rio e do Espírito Santo, assim como o minério que se extrai do solo de MInas Gerais, pertencem de fato a União, e não aos estados.
As últimas conscituições trataram de pagar os tais roayalties a esses estados, coisa que antigamente nem existia.
Não defendo o projeto de lei de Ibsem Pinheiro, mas acho que ele se torna produtivo a medida que promove o questionamento sobre o modelo de pacto federativo que temos em nossa constituição.
Esse é o momento de travar uma discussão séria sobre esse assunto, idéia amplamente defendida por Aécio Neves e outros democratas de fato.
Nosso sistema presidencialista precisa passar por uma revisão profunda, tirando do presidente a prerrogativa de emitir medidas provisórias a seu bel prazer, num desrespeito profundo ao congresso nacional, esse sim, incumbido de legislar.
É essa fórmula maluca e retrógrada que torna o congresso refém de escândalos e mensalões, pois é a forma que o executivo usa para barganhar com os congressistas a favor de suas idéias e quase nunca a favor do país.
Quanto ao Rio de Janeiro em particular, o lamentável é que desde o golpe militar de 1964 tem sido governado por políticos escrotos, que pouco ou quase nada fizeram pelo estado a não ser contribuir para a instalação desse caos social.
A saber:
Tratando da questão pós fusão com o estado da Guanabara (outro absurdo), vê-se que o estado sempre esteve mal representado, inclusive atualmente.
A divisão do petróleo do pré-sal não pode de forma alguma servir de chantagem política com ameaças de não haver verbas para a realização das olimpíadas e da copa do mundo, pois esses dois eventos foram aprovados sem se contar com esse dinheiro. Além disso, a União vai arcar com grande parte dos investimentos necessários para a realização desses eventos, tornando ainda mais inócua a chantagem proposta.
Os cariocas deveriam ir às ruas, sim, mas para não permitir mais que Brizolas, Garotinhos, Rosinhas e Beneditas governem um dos maiores cartões postais do mundo e que Lulas, Dilmas e Dirceus jamais voltem a comandar os destinos do nosso país.
O mesmo Rio de Janeiro que durante mais de um século foi a porta de entrada do Brasil, hoje, graças a violência e desgoverno, é, infelizmente, motivo de medo lá fora e aqui dentro, além de ser, politicamente, uma chacota nacional.
Não é só do dinheiro do petróleo que o Rio de Janeiro precisa. Precisa, principalmente, de governantes com vergonha na cara e noção do interesse público.
Pensando no planeta terra como mundo, são 365 voltas por ano.
Quando olho para os meus 46 anos, vejo que lá se foram ao menos 16790 voltas.
É muita volta!
Pensando nos últimos 30 anos, começando pelo auge da minha adolescência, é alguma coisa em torno de 10950 voltas.
Continua sendo muita volta!
Quanta coisa mudou nesses 30 anos.
Quantas coisas eu vivi, vi, ouvi, fiquei sabendo…
Um muro que caiu e transformou o mundo, ditadores que sumiram do mapa, fomos tetra e penta campeões de futebol, continuamos sendo campeões em acidentes de trânsito, o vai e vem do espaço no espaço se tornou corriqueiro, a estabilidade da nossa economia, um operário no poder, atentados e guerras abalaram e abalam o mundo, viramos potência mundial em vôlei, mas ainda não sabemos lidar com a dengue, muito menos dividir decentemente a renda do nosso país.
Muitas pessoas me foram caras e raras, outras próximas, distantes, influentes, influenciadas, presentes, ausentes, colaborativas, destrutivas, verdadeiras, falsas…
Milhares de coisas me fizeram ser o que sou. Experiências boas, ruins, traumáticas, únicas, pessoas que chegaram e partiram, coisas que tive e que perdi.
E então pergunto: o que a minha vida tem de diferente da sua?
O processo do “viver” é idêntico para todas as pessoas. O mundo não deu essas voltas somente para mim.
Ao se preocupar com as voltas que o mundo dá você verá dele o mesmo que vê quando esta num carrossel. Os pontos são referências estáticas, repetitivas, e que percebe que para ver alguma coisa novamente, ou você espera o carrossel girar ou olha para trás, o que pode até dar enjôo.
Ao contrário, se você se coloca fora do carrossel, consegue perceber que existe um todo, e que, quando estava dentro dele, o estático era você e não as referências.
Viver é estar no carrossel, mas poder sair dele e ver de perto aquelas referências, percebê-las de maneira diferente, sem que pra isso elas percam o status de referência.
Viver é entender que derrubar muros depende de nós e não dos muros. E que pular muitos muros pode ser mais interessante do que derrubá-los, mesmo sem saber o que há do outro lado.
Então, o que muda de uma pessoa para a outra não é necessariamente as voltas que o mundo dá e sim as voltas que ela dá por ele.
Desde que Lula assumiu a presidência da república, o MST, que já praticava o terrorismo rural, passou a atuar com mais liberdade e desnvoltura.
Tanto quanto nos meios políticos, os maiores aliados do MST são a impunidade, a lentidão da justiça, a inoperância das polícias nas investigações e autuações e o conjunto de leis absolutamente superado e mal interpretado, dando margem para que processos como esse abaixo continuem a acontecer.
Invasão de fazendo pelo MST (vídeo seguro – youtube)

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