23 nov 2009 @ 12:02 AM 

Que legal saber que você veio conhecer meu novo blog. Não sei se posso dizer que está mais moderno ou mais dinâmico ou mais colorido, mas certamente está mais “EU”, afinal ele inclusive leva meu nome.

Espero que goste e continue meu visitando, afinal o compromisso de escrever com assiduidade é comigo e com você que se deu ao trabalho de vir conhecer esse novo endereço e que, logicamente, deve esperar encontrar textos novos. E passará a encontrar.

E pra quem não sabe e caiu aqui de páraquedas, antes eu escrevia meus textos no http://coisadecanalha.zip.net , mas resolvi ter esse blog num domínio com meu nome. Mas o que tem lá eu transcrevi pra cá, portanto nem precisa perder tempo pra conhecer o anterior, exceto se tiver com tempo sobrando….rs

Mas, seja lá você um leitor(a) do outro blog ou um novo leitor(a), seja bem vindo a esse novo blog.

Ainda não sei se a aparência definitiva será essa, mas por enquanto acostume-se com ela, pois é o que eu to tentando fazer também….rs

E vamos que vamos.

Grato pela preferência e volte sempre!

Posted By: Herminio S. Naddeo
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 22 nov 2009 @ 11:50 PM 

Muito se fala sobre a inveja, mas pouca gente sabe o poder daninho contido nesse sentimento.

Querer algo que não lhe pertence, querer ser algo que você não é. Quando esses sentimentos são exalados no ar eles são capazes de contaminar ambientes e pessoas com uma capacidade destrutiva maior do que a de muitas armas.

A pessoa que inveja alguém ou alguma coisa, mesmo que o faça inconscientemente, está fadada ao fracasso pessoal. Ela é incapaz de obter as coisas por seus próprios méritos ou de reconhecer em si as ferramentas para alcançar os seus desejos.

Assim, se projeta na conquista do outro como se assim conseguisse também desfrutar dessa mesma conquista. Mas não consegue. O máximo que consegue é causar destruição. E quando essa destruição estiver completa a pessoa não tem mais o que invejar. Então, muda seu objeto de inveja, sem, no entanto mudar sua verdadeira condição.

Continuará sendo sempre um invejoso incapaz de obter o que deseja com seus próprios esforços.

Pior que a inveja inconsciente é a inveja consciente, quando a pessoa sabe o mal que está fazendo ao outro e permanece nesse mesmo estado invejoso, sem se preocupar se está causando mal a uma pessoa ou a uma família.

O invejoso, seja ele de que categoria for, é um derrotado. E a inveja é sua única arma, pois não tem nada mais a oferecer a ninguém.

Por sua vez, as pessoas que são alvo da inveja nem sempre estão atentas para perceber que as coisas que estão indo mal na sua vida são causadas por gente que muitas vezes está muito próxima, que se mostra amiga, que se mostra solidária, mas que no fundo se regozija com o cenário de destruição que está causando, consciente ou inconscientemente.

Na maioria das vezes elas só caem em si quando a destruição está completa: uma família desagregada, um emprego perdido, uma relação desestabilizada. É quando o invejoso deixa de se interessar por ela, pois ela não tem mais nada a ser invejado, perde a graça.

Diz a Bíblia que devemos pedir a Deus misericórdia aos invejosos e não sentir raiva deles, pois a raiva contraria o princípio do amor e só alimenta o negativismo causado pela inveja.

Perdôo àqueles que me invejam ou me invejaram e peço a Deus misericórdia aos que, consciente ou inconscientemente, causaram mal a mim, à minha família e as pessoas que quero bem.

Que elas encontrem seu próprio caminho para realizar seus objetivos e que me tenham, no máximo, como exemplo de trabalho, perseverança e felicidade, pois nada do que tenho, seja material ou não, foi conquistado ao acaso ou sem esforço.

Não inveje ninguém. Todos nós somos capazes de conquistar as coisas que desejamos por esforço próprio, sem que para isso seja necessário querer o que não nos pertence.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:27 AM

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 22 nov 2009 @ 11:49 PM 

Hoje me dei conta disso, da profundidade do que está embutido nessa frase.

Também me dei conta de que deixei ofuscar, quase apagar, o brilho de dentro de mim.

E eu quero meu brilho de volta.

Quero voltar a ser eu mesmo, seguro, confiante, quero voltar a olhar pra cima, para frente, deixar de ver meus pés quando abro meus olhos. Cansei de olhar para o chão.

Minha cabeça foi feita pra ficar ereta sobre meu pescoço, e não pra olhar o chão.

Voltar a ser eu mesmo não significa abrir mão do que conquistei nesse momento. Estou feliz por minhas conquistas, pelas minhas descobertas. Elas seguem comigo.

Até então eu me deixei levar pela síndrome da acomodação, da incondicionalidade de algo que não é incondicional, acreditando que nada mudaria. Mas muda.

E eu precisei mudar; e ainda preciso. Mudar pra melhor no que for ruim. Melhorar o que é bom. Ser, ao menos, bom nas coisas que nunca fui.

Minha timidez nunca me permitiu dançar. Nunca me permiti tratar disso abertamente, sempre alegando que tenho outra relação com a música.

Mentira. Eu só tive mesmo vergonha de dançar e do que as pessoas pensariam de mim me vendo dançar.

Eu tenho vontade de nadar, mas não sei nadar. Um tanto de trauma de infância e outro da mesma vergonha e, durante um bom tempo, de um estado físico bem abaixo de padrões saudáveis pra que ficasse exposto diante de outras pessoas.

Eu quero voltar a viver amor em plenitude, pois ele é pleno dentro de mim.

Eu quero ser um “eu” melhor e vou trabalhar muito pra isso.

Quero trabalhar melhor na minha profissão, voltar a focar meus objetivos profissionais que andaram meio de lado nessa estranha transição.

Quero pensar nas coisas boas que o futuro me reserva, e não apenas nos tombos que ele possa me dar no caminho.

Quero voltar a chorar de alegria e só chorar de tristeza quando ela for mesmo pra chorar.

Abri mão da prepotência, da arrogância, do sarcasmo, do cinismo, coisas que foram muito características em mim. Mas isso não significa que me tornei fraco, pelo contrário.

Minha força agora sai de dentro de mim e não está apenas falsamente estampada do lado de fora.

Quero que as pessoas me respeitem e não me temam. Mas também não quero mais temer ninguém.

Pra voltar a ser eu mesmo eu preciso voltar a fazer o que sempre soube fazer de melhor, ousar. O futuro é construído com ousadia e não apenas de projetos.

Quem sonha, ousa. E eu preciso voltar a ser o ousado que sempre fui pra voltar a sonhar e fazer as coisas acontecerem, como sempre fiz.

Hoje eu volto a ser eu mesmo. É um compromisso meu comigo mesmo.

Vou voltar a brilhar, de dentro pra fora. Já me sinto brilhando. E não vou deixar mais esse brilho ofuscar.

Como me disse uma pessoa recentemente, o que eu não posso mudar, tenho que aceitar.

Mas o que eu posso mudar, só eu pra mudar. E isso começa hoje.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:27 AM

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Categories: Sentimento
 22 nov 2009 @ 11:49 PM 

São esses os caminhos de muitos aprendizados.

Aprender pelo amor é a forma mais tranqüila de se aprender as coisas, principalmente no que diz respeito aos sentimentos.

Pelo amor aprende-se em doses homeopáticas. Sem perceber a pessoa vai aprendendo os valores das coisas através de atos, atitudes, momentos, situações. E, sem perceber, passa a praticá-los de forma que ninguém se assusta quando percebe no outro o conhecimento adquirido.

Pelo amor aprendemos com calma, sem grandes reflexões, pois não é necessário refletir quando se tem continuamente bons exemplos a seguir.

E educação, a religião, o comportamento, os sentimentos, tratar as pessoas, valorizar as pequenas coisas, são coisas que se aprende pelo amor, na maioria das vezes dentro de casa.

Pelo caminho do amor o aprendizado torna-se uma conquista a cada dia, a cada hora, a cada minuto.

A dor não é homeopática. É dose cavalar de antibiótico de última geração. É tratamento de choque.

Pela dor a pessoa entra nas profundezas de si mesma, busca em si o que é bom e o que é ruim e tem que tomar uma decisão sobre o que fazer com o que encontra. E não dá pra mudar sem perceber, muito pelo contrário. É percebendo que a mudança acontece. E quando acontece não há maneira das outras pessoas não perceberem que ela aconteceu.

Pelo caminho da dor há urgência, e as reflexões são necessariamente profundas.

Questiona-se a educação, a religião, o comportamento, os sentimentos, a forma de tratar as pessoas e as pequenas coisas que se deve valorizar nelas. E essa mudança não vem de casa, vem de dentro pra fora.

Nesse caso, a conquista é imediata, mas tem que ser praticada dia após dia, hora após hora, minuto após minuto.

Pelo amor se constrói.

Pela dor faz-se antes uma demolição e, aí sim, uma nova construção.

O amor consolida, a dor renova.

Quando se aprende pelo amor os ensinamentos ficam para sempre.

Quando se aprende pela dor as mudanças são para sempre.

Amor e dor. Amor ou dor. Esses são os caminhos.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:28 AM

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 22 nov 2009 @ 11:48 PM 

Muitos dos que lerem esse texto poderão me achar ridículo ou falso, uma vez que nesse mesmo blog tenho textos publicados que dizem o contrário do que expressarei agora.

Na verdade, nem me importo com o que as pessoas poderão pensar, e também não apagarei o que já escrevi, uma vez que eles refletiam o meu modo de pensar naqueles momentos.

Foi difícil e tortuoso o caminho para encontrá-lo, e fez-se necessário que eu atravessasse todo o caminho da descrença e da indiferença para conseguir entender o que começo a entender agora.

Muitas e muitas vezes ridicularizei seu nome, investido da arrogância e da prepotência que caracterizavam meu comportamento e meu pensamento.

Dessa forma, sei que humilhei e constrangi pessoas, causei desconforto e me tornei, para muitos, uma pessoa de pouco valor.

Foi necessário que eu entrasse em desespero para começar a entender certas coisas, que nem sei ainda se entendo com profundidade, mas estou buscando meu caminho, assim como todos devem buscar o seu.

Somente ao entender seu real significado, senti-lo dentro de mim como sinto agora, é que comecei a entender quem eu realmente sou e o que realmente represento nesse mundo.

Quando chamei seu nome no meu desespero, você não me deu apenas conforto e paz interior, mas me abriu portas através de pessoas que eu jamais imaginava que teriam tanta importância na minha vida, e mais, pessoas que mostraram gostar de mim e se preocupar comigo muito mais do que eu imaginava.

Sabe, Deus, num primeiro momento é muito difícil entender o porquê dos acontecimentos nas nossas vidas. Ficamos cegos, irados, nos sentimos injustiçados e não merecedores desses infortúnios.

Por outro lado, ao conseguir conquistar a paz e a tranqüilidade interior é que conseguimos entender que o que nossa cegueira significa algo que não estamos querendo ou conseguindo ver; ficamos irados porque os acontecimentos discordam da nossa vontade ou desejo; sentimo-nos injustiçados e não merecedores dos infortúnios porque só os entendemos como infortúnios, e não como uma nova oportunidade para recomeçar e reconstruir nosso caminho diante do que eles nos apontam.

Diante de tudo o que ocorreu e está ocorrendo na minha vida, estou conseguindo compreender o que para mim era incompreensível, pois até então eu necessitava de algo que se materializasse como uma resposta às minhas perguntas. Acontece que não é assim que funcionam as coisas, pois as minhas respostas jamais se materializariam fora de mim. E eu só consegui recebê-las quando tive a necessidade e a coragem de buscá-las e encontrá-las dentro de mim, pois é dentro da gente que elas estão guardadas.

Não me envergonho do que já pensei e expressei a teu respeito, pois, sobretudo, sou uma pessoa coerente com os momentos que vivi e vivo na minha vida.

Já me perdoei pelos meus erros e me sinto perdoado também por você, pois quando eu realmente chamei seu nome de dentro de mim recebi tua resposta, como a tenho recebido todos os dias depois que descobri que tua existência está no amor e não em nada que seja palpável e material.

Não retiro minhas críticas e queixas que fiz e faço sobre as religiões que exploram a fé das pessoas. Mas estou em busca do meu caminho, e tenho 100% de certeza de que o encontrarei com muito mais facilidade do que imaginava, porque hoje sei e sinto que o tenho dentro de mim.

Obrigado, meu Deus, por fazer com que as nuvens negras que estavam à minha frente fossem apenas uma densa cortina que se abriu pra que eu pudesse ver a tua luz e sentir o teu calor.

Pode ser que minha vida não siga necessariamente o caminho que mais quero e mais busco. Mas desde que te sinto comigo sei que sempre andarei pelo melhor caminho, seja ele qual for.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:29 AM

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 22 nov 2009 @ 11:48 PM 

A coragem vem de se querer fazer.

A segurança vem de saber o que se pode fazer.

A confiança vem de se ter feito.

Posted By: Herminio S. Naddeo
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Categories: Frases
 22 nov 2009 @ 11:47 PM 

O ser humano tem dentro de si uma programação que não lhe permite querer outro destino que não seja a felicidade.

A felicidade está para o ser humano assim como estão às funções matemáticas para uma calculadora. Não pode dar errado. Não aceitamos o errado. Felicidade é uma programação para dar certo.

Mesmo os povos e culturas mais primitivos, que sofrem e se auto-flagelam, o fazem em prol da felicidade, por mais estranho que nos possa parecer.

Mas, o ser humano tem também o hábito de tornar isso tudo muito complicado. Sem saber busca mais a infelicidade do que a felicidade.

Mas afinal, o que é felicidade?

A própria introdução do texto nos mostra que o conceito de felicidade depende de cada um. E a felicidade tem às vezes maneiras estranhas de se manifestar, dando um sinal efetivamente contrário ao que se espera dela enquanto manifestação.

Felicidade é um estado da consciência quando se sente plena de satisfação. Só que não são todos os dias que se está feliz ou satisfeito com a mesma coisa, o que a torna, de certa forma, perecível.

Entra em cena aí o etéreo e o eterno.

Não existe felicidade eterna, exceto quando ela é buscada todos os dias.

A felicidade nos dá a noção do eterno, de algo que deva nos deixar plenos de satisfação permanentemente, quando, na verdade, esse é o estado do etéreo, daquilo que nos eleva espiritualmente, torna a vida sublime.

Assim, a busca não é pelo eterno e sim pelo etéreo. E quando se descobre essa sensação, num dado momento da vida, ela nos faz sentir fracassados na busca pelo pleno, pois ele não existe.

Vem então a pergunta: o que vem depois disso?

E eu respondo: depois disso vem a realidade. E a realidade também não é eterna e, na maioria das vezes, nem etérea.

A realidade nos mostra como somos acomodados e nos contentamos com o estado de felicidade e nos esquecemos, ou damos menos importância, ao que nos eleva o espírito, incandesce nossa alma.

Homens e mulheres têm relações distintas ao que é eterno e ao que é etéreo.

O homem se regozija com o eterno, enquanto a mulher necessita do etéreo. O homem releva o que pra mulher é primordial.

Essa dissintonia é uma bifurcação que pode levar a dois caminhos, que são exatamente opostos. A ruptura ou a união plena.

A ruptura parece ser normalmente o caminho mais simples de ser escolhido. Buscar uma união plena dá muito trabalho, exige esforço, entrega, paciência. A ruptura também exige isso, mas com uma diferença básica: ao romper você necessita de seu esforço, entrega e paciência consigo mesmo, não precisa mais carregar o outro, não importando mais o que já foi etéreo e eterno até pouco tempo atrás.

A noção de felicidade fica desfocada e se transforma em infelicidade, pois essa sim nos parecerá eterna, e jamais etérea.

O eterno é profundo, duradouro, constante, sólido, uno e necessário.

O etéreo é muitas vezes superficial, momentâneo, abstrato, divisível, mas impressindível.

E o ser humano rompe com o eterno em busca do etéreo.

E sendo isso uma programação psíquica, não existe nenhum outro modo de aprender a diferença entre o eterno e o etéreo sem viver a experiência de novamente partir em busca desse eterno no etéreo. Até que se percebe um dia que ele também se torna eterno, deixa de ser etéreo e a noção de felicidade desaparece.

E novamente nossa programação psíquica nos põe em busca da felicidade ou em fuga do que nos parece infelicidade, pois nada é permanentemente etéreo, mesmo que seja eterno.

Talvez Vinícius de Morais estivesse equivocado ao dizer “que seja infinito enquanto dure”. Talvez o mais correto fosse dizer “que não seja eterno, mas que seja etéreo enquanto dure”.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:30 AM

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Categories: Sentimento
 22 nov 2009 @ 11:47 PM 

Não haveria presente melhor no mundo do que a existência de vocês.

Nada na minha vida faz mais sentido do que o amor que sinto por vocês, desde que ambas eram apenas embriões.

Lembro-me da felicidade dos resultados de “positivo” de cada uma de vocês e foi a partir desse momento que passei a amá-las. E a partir desse dia, nada na minha vida fez sentido sem a existência de cada uma.

Costumo dizer aos amigos que se tem uma coisa que eu nasci pra ser foi pai. E felizmente o pai de vocês duas.

Meu carinho, minha ternura, meu amor, minha devoção, meus pensamentos, meus desejos, meus anseios, meus caprichos, são todos vocês duas.

Tudo o que diz respeito a vocês me interessa, me anima, me estimula, me revigora, me dá forças pra ser mais do que às vezes até poderia ser. Mas por vocês eu posso tudo. Por vocês eu faço tudo.

Não estamos juntos nesse dia dos pais, mas estamos juntos sempre, mesmo à distância.

Penso em vocês o dia todo, fico aguardando uma ligação, uma mensagem, mas meu coração está em contato com o de vocês o tempo todo, não tem jeito de desligar.

Não existe carinho maior do que receber o beijo e abraço de vocês, ver o sorriso espontâneo, os olhares brilhantes, os trejeitos que fazem de cada uma, uma criatura especial, ímpar.

É olhando pra vocês duas que me vejo, buscando os traços físicos e comportamentais que refletem a ligação que temos.

O bom humor de ambas, o dom de fazer graça, a espontaneidade, a feminilidade de cada uma e tantas outras coisas que vejo de mim e sua mãe em vocês.

Minhas filhas, minhas amigas, minhas companheirinhas, minhas preciosidades, e que na verdade não são minhas, pois sou apenas guardião de vocês que pertencem ao mundo.

Meu coração vai ficar apertado por quase um ano na ausência da Mari, mas eu vou estar feliz por ela estar dando um passo importante na sua vida. Todos nós vamos sentir falta. Mas você vai voltar, e eu vou te esperar com toneladas de saudades.

Eu e Clacla continuaremos juntos enquanto isso, estreitando cada vez mais o nosso amor, essa mocinha de 13 anos que só dormia no meu colo até quase completar 2 anos chegando a me dar uma tendinite no braço direito. Ah! Mas como era bom fazer ela dormir no meu colo.

Assisti o nascimento de cada uma de vocês e a emoção daquele momento é única, mas que consigo sentir até hoje, e especialmente hoje, dia dos pais.

Amo vocês minhas filhas. Não há nada mais verdadeiro pra dizer do que AMO VOCÊS.

E esse amor não vai acabar nunca, pois nem o tempo e nem à distância serão obstáculos pra que ele sobreviva.

Te amo Mariana! Te amo Clarice!

Obrigado por existirem e serem as pessoas maravilhosas que vocês são!

Papai

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:30 AM

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 22 nov 2009 @ 11:46 PM 

Quem sou eu pra falar de amor. Mas também quem não sou?

Dizer que o amor é algo inexplicável é “chover no molhado”. Mas é, de fato, inexplicável.

O amor acalenta e afugenta, aproxima e distancia, reúne e separa, acaricia e machuca.

Na alma, não há dor pior que a do amor.

As feridas do amor doem, demoram a cicatrizar ou às vezes simplesmente nunca cicatrizam.

Por amor se mata e se morre. Ou mata-se o amor. O deixa-se morrer.

O amor consome cada energia disponível quando em desespero. Busca soluções e alternativas, culpas e erros, acertos e méritos, bons momentos e deméritos, na ânsia de justificar sua existência.

O amor não é apenas o mais nobre dos sentimentos, mas também o mais egoísta.

O que se deve fazer por amor pra que ele sempre seja amor? Que ele jamais deixe de ser AMOR, vivido e demonstrado com a intensidade com que é sentido. Não perder mais nenhuma oportunidade de demonstrá-lo e vivê-lo, sincero, sereno, de verdade.

Amor, quando é amor, nunca deixa de amar, mesmo adormecido. Ama burramente em silêncio, mas ama.

Amar é algo que sublima a inteligência, que dispensa à lógica.

Ama-se. Com todos os defeitos, com todas as qualidades, ama-se. É uma energia que não tem como explicar.

Amar é querer uma segunda chance de voltar ao jardim e pegar a rosa mais bela, e não a mais acessível. É sentir o seu perfume em vez de apenas apreciá-la.

O tempo é inimigo do amor nesse sentido. Ele propõe a facilidade em detrimento da qualidade. Ele acomoda ao invés de incomodar, e o amor precisa ser incomodado, precisa ser provocado, precisa ser regado, precisa ser amor, precisa doer pra ser amor.

Para o amor vale o esforço de lutar por uma pequena chama, por uma possibilidade de luz no fim do túnel mesmo que ele seja longo. Vale à pena lutar por amor.

Já não sei mais dizer o que faria por amor, não sei mais expressões que possam significar uma expressão de amor que não tenha sido dita ou falada ou cantada ou declamada. Só me cabe mostrar o amor, a chance de mostrar o quanto ele existe e é forte.

No amor nem sempre são as respostas que encontramos que estão erradas. Muitas vezes erradas são as perguntas. As que fazemos e as que não fazemos.

O amor, quando existe, merece uma segunda chance de perguntas e respostas mais corretas.

Todo amor, que é amor, merece uma segunda chance.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:30 AM

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 22 nov 2009 @ 11:46 PM 

Sou apenas um homem que se redescobre apaixonado pela pessoa por quem sempre foi apaixonado.

Sou lotado de defeitos, muitos deles incômodos, e que talvez se tornem ainda mais incômodos em alguns momentos. Mas tenho diversas qualidades que me tornam especial, diferente das outras pessoas e que podem suplantar meus defeitos pra quem quiser enxergá-las.

Sou melhor do que muitas pessoas em muita coisa e muito pior em tantas outras coisas, mas feliz em poder reconhecer esse ser em mim mesmo.

Sinto falta de poder me redescobrir como homem, de dar e receber amor, de ser visto como alguém que erra como todo mundo erra, e que acerta como todo mundo acerta.

Sou alguém que ainda se permite desesperar por amor, sem medo e sem noção do ridículo a que me exponho, mesmo me expondo.

Alguém que se descobre capaz de meter os pés pelas mãos por medo de perder aquilo que sente de mais verdadeiro e único em si mesmo.

Sou um homem apaixonado pela vida que construí, pela família que tenho, pelos amigos que cultivei, pelo trabalho que faço e pela história de vida que escrevi até aqui.

Pularia muitos capítulos se esses não fossem tão importantes pra entender o que escrevi até agora e os próximos que ainda estão por vir. Mas ansioso por escrevê-los.

Sou apenas um homem assustado com a vida, às vezes incapaz de compreender minúcias, mas que não perde o sentido do todo.

Tenho certeza que nenhum dos meus defeitos é superior ao que eu tenho de melhor dentro de mim, pois eles estão sempre abaixo das minhas maiores qualidades.

Não estou feliz agora, mas sou um homem feliz.

Sou assim hoje. Mas nada me impede de ser uma pessoa melhor amanhã.

Acredito em amor.

Acredito no amor.

Acredito no meu amor.

Posted By: Herminio S. Naddeo
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 22 nov 2009 @ 11:45 PM 

Não creio realmente que ele seja um castigador ou operador de milagres. E nem que ele seja um ser capaz de interferir diretamente com a vida dos seres e nas coisas com seus superpoderes.

Mas eu descobri algo diferente esses dias. Uma experiência diferente na minha vida que eu ainda estou querendo entender direito.

Foi como a primeira vez que eu realmente conseguisse falar comigo mesmo e me escutasse. E meu cérebro não interferiu nesse diálogo interno no momento em que ele aconteceu. Apenas falei e me ouvi.

Descobri ago que não existe, mas que habita.

Algo que não concede, mas promove.

Uma força que não tem religião. Apenas é.

Descobri a que a verdadeira procura não por um Ser Divino, mas por um Estar Divino, uma divindade individual do querer crer e querer acreditar.

Esperança e fé. Palavras sinônimas e parceiras inseparáveis.

É preciso de fé pra ter esperança. É preciso haver uma esperança pra justificar a fé.

Eis então que descubro um Deus interno, esse sim, um operador de milagres. Mas sem efeitos especiais. Apenas torna as coisas especiais.

Ele transforma ceticismo em possibilidade, descarta a lógica da certeza e deixa que a gente encontre força e clareza através do ilógico do sentir. Um desejo de acreditar que existe tempo pra que as coisas sejam diferentes.

Ainda estou elaborando isso dentro de mim. Mas se esse sentir é a possibilidade de um Deus, começo a entender que vale a pena acreditar nisso que estou sentindo.

Tudo na vida é uma questão de momento, e são os momentos que nos apresentam caminhos novos ou renegados, pelos quais podemos ir a lugares diferentes.

Se for isso, esse sim é um Deus que vale a pena acreditar, e que existe dentro de cada um, até que o momento que a vida nos apresenta a ele.

Ainda vou entender melhor isso.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:31 AM

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 22 nov 2009 @ 11:44 PM 

Ninguém se dá conta do que significa o tão desimportante ato de levantar e fazer xixi, até o momento em que algum tipo de impedimento não permita que você o faça.

Ninguém dá importância à falangeta do dedo mínimo da mão esquerda, até que ela seja afetada de alguma forma e cause dores e impedimentos.

Da mesma forma funciona o sentimento da gente.

A gente nunca dá o devido valor aos nossos sentimentos enquanto os sente aparentemente seguros dentro de si mesmo. Ledo engano.

Parece ridículo comparar sentimento com o ato de fazer xixi ou com a falangeta do dedo mínimo da mão esquerda. Mas, a grosso modo, tudo funciona do mesmo jeito, pois são componentes do nosso existir.

Só que sentimento é uma coisa bastante mais complexa. Sentimento interfere no ato de fazer xixi, de comer e dá dor da falangeta do dedo mínimo da mão esquerda. E dá também uma coisa que, penso eu, só ele mesmo dá que é a dor na alma.

Não existe dor pior do que a dor da alma – e quando eu falo alma eu falo em existência, em ser, em existir.

Numa emergência, xixi a gente faz em qualquer lugar. Pra uma dor extrema na falangeta do dedo mínimo da mão esquerda a gente vai ao médico, enfaixa, passa remédio, toma remédio.

Pra alma não ter remédio, muito menos se descarrega a dor em qualquer lugar.

Pra alma só existe um remédio, reinventar a si mesmo como pessoa. Buscar, dentro de si mesmo, forças e motivos pra ser, existir e continuar tocando a vida.

Não existe receita pra curar a alma exceto entender que é ela a essência de todos os nossos movimentos, ações, intenções, pensamentos.

Redescobrir-se é uma tarefa árdua, que nos obriga a olhar pra dentro e descobrir quem realmente somos sem as máscaras e comportamentos automáticos do dia-a-dia.

Redescobrir-se é uma arte, que precisa de ajuda, que precisa de sinceridade, e, principalmente, de uma vontade que saia de dentro de cada um, pois o motivo de uma redescoberta não pode ser o outro, mas sim, nós mesmos.

Lembre-se disso da próxima vez que for fazer xixi.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:32 AM

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 22 nov 2009 @ 11:44 PM 

Basicamente é isso que vive uma pessoa que consegue chegar aos 72 anos.

Os primeiros 4383 dias servem pra que a pessoa aprenda as coisas mais rudimentares que um ser humano precisa pra virar gente: comer, falar, andar, pensar, limpar a própria bunda, tomar banho, escovar dentes, o certo, o errado… E lá se foram 16,7% dos 26298 dias.

Eis que chega a adolescência, e lá se vão mais 2556 dias. Essa é a quantidade de dias que se leva pra desaprender a comer, falar, andar, pensar, limpar a própria bunda, tomar banho e escovar os dentes, o certo, o errado… Mas é também nela que se aprendem outros mistérios e encantos da vida, como o amor, o sexo, o prazer, a razão, o senso de família, os laços de amizade e a noção de futuro. Mais 9,3% dos 26298 dias, que somados a infância dão 26% de uma vida.

Chega enfim a juventude, dos 20 aos 25 anos, mais ou menos 2192 dias, ou 8,3% dos 26298.

Nessa faixa é que normalmente escolhemos o nosso trabalho, definimos nossos objetivos e descobrimos com quem queremos dividir nossa vida e damos efetivamente os passos mais importantes para nosso futuro.

É curioso imaginar que gastamos 16,7% da vida aprendendo as coisas, depois gastamos 9,3% desaprendendo pra então levar mais ou menos 8,3% pra decidir como serão os próximos 65,7% do nosso tempo na face desse planeta.

Aí então, chegamos à vida adulta, quando casamos, construímos nosso patrimônio, temos nossos filhos e os criamos, até completarem seus ciclos de dias e começarem a cuidar de suas próprias vidas.

Foram-se aí mais 9131 dias, ou mais 33,3% dos tais 26298 dias de uma vida.

Até aqui, aprendemos a ser gente, desaprendemos, tomamos decisões importantes (e até definitivas em muitas coisas), dividimos nossa vida com uma pessoa, trabalhamos pra caramba, criamos nossos filhos pra que eles cuidem de suas próprias vidas e foram-se embora 18262 dias, ou 69,4% de uma vida de 26298 dias.

Estamos então com 50 anos de idade, na maioria dos casos trabalhando duro ainda por mais pelo menos 10 anos, ou mais 3653 dias, totalizando assim 21915 dias de nossa vida, ou 83,3% da nossa existência.

Dos 61 aos 72 anos, base de toda essa conta, começamos uma trajetória inversa. Só aí descobrimos e entendemos o que foi o passado, a importância das amizades, o que representou ter uma família, como nem tudo deveria ter sido feito pela razão, quantas vezes, desnecessariamente, deixamos de dar e receber prazer, como era maravilhoso fazer sexo, como foi importante ter tido um amor na vida, que nem sempre o certo é certo e o errado é errado, que às vezes dava pra não escovar os dentes, que tomar banho sozinho pode já não ser uma tarefa tão simples, assim como limpar a própria bunda, pensar, andar, comer…

Um único dia em uma vida de 26298 significa 0,0038%. Mas, apesar de tão insignificante em termos percentuais, tudo na nossa vida acontece em apenas um dia, não importa em que fase da vida a gente esteja ou como a aproveita ou desaproveita.

Esse dia é o dia de hoje, de quem nasce de quem vive e de quem deixa de viver.

Conselho de amigo. Se você quiser uma boa vida, cuide dos seus 0,0038% de hoje.

Só hoje, aos 45 anos, estou começando a entender e aprender a cuidar dos meus.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:32 AM

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Categories: Sentimento
 22 nov 2009 @ 11:43 PM 

Preciso urgentemente de ajuda para voltar a ser ignorante.

Ah! Como são sábios os ignorantes!

Como são profundamente simples e resolvem tudo dentro da mesma simplicidade.

Quero retirar de mim o poder da observação, a capacidade crítica, o senso de certo e errado.

Quero poder assistir ao Jornal Nacional e achar que o Sarney está sendo injustiçado. De que adianta eu saber que ele não presta?

Quero acreditar num Deus que não existe, pra poder depositar nele todas as minhas amarguras e incertezas, agradecer a ele pelo “pão nosso de cada dia” que eu trabalhei quem nem um condenado pra conseguir comprar.

Quero assistir a uma partida de futebol e simplesmente achar que o juiz é ladrão. De nada adianta eu saber que tem esquema, só passo mais raiva.

Quero desconhecer a forma como se compõe o preço de um produto, assim fico bravo apenas porque é caro e não posso comprá-lo. Não me ajuda saber que os enormes impostos embutidos nele servem pra manter os dez mil funcionários que atendem nossos oitenta e um senadores.

Quero poder-me emburrecer diante das novelas das seis, sete, oito, de olho no que os atores vestem pra me vestir como eles, de ouvido ligado nos jargões e bordões que eles falam pra repetir no trabalho no dia seguinte. Quero gostar de música sertaneja, de pagode, de ficar mais de quatro horas espremido no meio de dez mil pessoas pra poder ver a Ivete Sangalo em cima de um trio elétrico, há mais de trinta metros de distância.

Eu adoro a ignorância! Ignorante sofre diferente.

Perde-se o pai, Deus quis assim. Perde-se a mãe, Deus pôs em bom lugar. Perde-se o filho, Deus o levou pro lado dele. Se perda a tia, graças a Deus não sofreu tanto. Perde-se o emprego, Deus ajuda. Perdeu-se o namorado, Deus arruma outro. Perdeu-se dinheiro, Deus dá em dobro. E tudo fica resolvido.

Ninguém nunca me perguntou se eu queria saber alguma coisa sobre a revolução francesa, ou sobre a composição do átomo, ou sobre a geografia da Indonésia, ou sobre quem foi o décimo terceiro presidente dos Estados Unidos. Simplesmente foram me falando, me mostrando, enfiando na minha cabeça.

Eu tinha que ter jogado bola em vez de ficar fazendo palavra cruzada, tinha que ter soltado pipa com os meninos em vez de ficar brincando de médico com as meninas, tinha que ter jogado bolinha de gude em vez de ficar assistindo televisão. Que burrice a minha.

Onde se descarrega o que se sabe?

Como se descarta conhecimento?

Alguém, por favor, me ajude a enxergar o Lula como o maior presidente que esse país já teve, alguém que me faça olhar pra Bento 16 e sentir vontade de chorar, que me faça achar que o Galvão Bueno é o melhor narrador do mundo e que o Faustão é o maior apresentador de televisão de todos os tempos.

Quero ser simples, olhar uma pedra e não enxergar nela nada além de uma pedra, sem associar seu formato a nada, sem imaginar do que é feita ou como foi parar ali. Só uma pedra.

Do que adianta saber tudo sobre uma pedra?

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:32 AM

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Categories: Crítica
 22 nov 2009 @ 11:43 PM 

Para acabar com os constantes episódios de suborno e roubo de objetos no aeroporto de Katmandu, no Nepal, as autoridades nepalesas resolveram proibir que a partir de agora as roupas dos funcionários do aeroporto não podem mais ter bolsos.

Isso me lembrou a piada do português que ficou sabendo que sua mulher o traía todas as tardes no sofá da sala e resolveu o problema vendendo o sofá.

É duro, mas é verdade. Confira no link abaixo.

http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/06/30/ult36u46805.jhtm

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:33 AM

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Categories: Cotidiano
 22 nov 2009 @ 11:42 PM 

Hoje, assistindo o jogo da seleção brasileira, comecei a prestar atenção às informações diversas que repórteres, narradores e comentaristas dão durante a transmissão.

Assisti o primeiro tempo com Milton Leite narrando e o segundo tempo com Galvão Bueno.

Hoje, especificamente hoje, resolvi desligar meu “implicômetro” e desfrutar divertidamente do que essa gente fala enquanto a bola rola.

Não sei se Milton Leite foi pé frio ou se Galvão Bueno foi pé quente, mas vi os tempos em emissoras e equipes diferentes, como pretendo contar a seguir.

E bola vai, bola vem, eis que alguém diz que somos a única seleção que participou de todas as copas do mundo; o narrador emenda dizendo que, até então, somos a seleção menos vazada da competição, quando aproveita e emenda o comentarista de arbitragem que nos afere também o título de seleção menos faltosa.

E assim a narração na verdade passa a ser um show estatísco interessante, enquanto, contrariando as estatísticas, os americanos fazem 1 a 0.

De imediato, um repórter de campo informa que há X jogos a seleção não começa uma partida em desvantagem, e o comentarista de arbitragem aproveita pra informar também que há Y partidas o nosso escrete canarinho não fica em impedimento três vezes no primeiro tempo. E em cima da notícia, o narrador aproveita pra dizer que a última vez que o Brasil começou perdendo de 1 a 0, um jogador com o nome começado com a letra R marcou o gol de empate.

Enquanto isso, 2 a 0 para os americanos.

Dunga funga, o narrador motiva, o comentarista fala o que todo mundo está cansado de saber e o comentarista de arbitragem não vê o que todo mundo viu.

Pra terminar o primeiro tempo com chave de ouro, o repórter de campo informa que a nove jogos Dunga não colocava o dedo no nariz enquanto tava perdendo, o comentarista de arbitragem informa que o mesmo Dunga saiu da área técnica treze vezes e foi advertido oito vezes pelo quarto árbitro, e o narrador dá por encerrado o primeiro tempo, não se esquecendo de dizer antes ao repórter: será que o Dunga vai alterar o time para o segundo tempo?

Um xixi, um café, um cigarro, desligo o “implicômetro” novamente que aí vem Galvão Bueno.

Bem, diz ele, esse é um momento dramático que vive a seleção brasileira – ninguém sabia disso.

Falcão, o que você acha que a seleção deve fazer, pergunta Galvão Bueno.

Bem, a seleção precisa mudar, precisa marcar um gol logo no início…  E a seleção faz seu primeiro gol com menos de um minuto de jogo.

Falcão é um guru! Pasmei!

Impressionante o poder de análise desse homem. Um vidente.

Ele disse, a seleção parece que ouviu, foi lá e fez.

E essa foi a décima nona vez que a seleção marca um gol antes do primeiro minuto do segundo tempo em toda a história, avisa o repórter. Aí Galvão Bueno se lembra do feijãozinho que faz a mãe do jogador, gente simples, humilde, mas feliz da vida com o gol de seu filho.

Então, Arnaldo César Coelho informa a todos que ta com frio e usando a meia da sorte, quando Galvão Bueno interfere e faz questão de lembrar que essa é o vigésimo jogo da seleção que a meia do Arnaldo não é lavada pra não tirar a sorte, e o Falcão prefere não dizer nada.

E enquanto a meia da sorte está em pauta, uma bola entra no gol, mas o juiz não vê e não valida o dito cujo. A tecnologia então é evocada por Galvão Bueno que mais uma vez reivindica que a FIFA utilize um chip na bola pra aferir o gol eletronicamente. Arnaldo César Coelho fica em cima do muro senão leva dura do Galvão. Falcão acha a idéia interessante.

O Brasil entusiasma, e concretizando a profecia de Falcão Dunga muda o time e o Brasil empata, 2 a 2. E parte pra cima do Tio Sam. Então ficamos sabendo que pela décima sexta vez o Brasil empata um jogo perdendo de 2 a 0 e que dessas dezesseis vezes o time conseguiu virar onze vezes.

Galvão Bueno amplia o espectro da informação acrescentando que dessas onze, seis foram sobre seleções européias, cinco sobre sul americanas, das quais duas sobre a Argentina, e nenhuma sobre um time da Concacaf.

O Brasil vira o jogo com Lúcio, o xerife, capitão da seleção, que chora copiosamente ao comemorar seu gol. O coitado acaba de ser dispensado do seu clube, mesmo jogando esse baita futebol.

E consternado com a notícia, solidário ao futuro incerto de Lúcio, Galvão Bueno nos lembra que logo após o jogo tem a final da dança dos famosos no Domingão do Faustão e o juiz apita o fim do jogo.

Falcão é um profeta. Dunga é um gênio. Luiz Fabiano é o “Fabuloso”. E o Brasil é o único país que detém cinco copas do mundo e agora três copas das confederações.

A meia do Arnaldo deu certo, as alterações de Dunga deram resultado, o Brasil levou o troféu de fair play, primeiro e segundo melhores jogadores do torneio, artilheiro do torneio, e campeão.

E o repórter lembra que somos os únicos a ter feito isso e com o maior número de vitórias em jogos oficiais da FIFA.

Ligo novamente meu “implicômetro”. Vem aí do Domingão do Faustão e a grande final da dança dos famosos, e Galvão Bueno ainda me recomenda não perder no fantástico a cobertura sobre a morte de Michael Jackson.

Boa segunda e boa semana.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:33 AM

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Categories: Crítica
 22 nov 2009 @ 11:42 PM 

A MORTE DO ÍDOLO POP

Resolvi colocar Trhiller pra tocar enquanto escrevo. Curiosamente, arquivo essa música numa pasta chamada Halloween.

Não consigo pensar em Michael Jackson se não for a partir dessa música. Aí sim vêem a minha cabeça os Jackson Five e aquele pretinho com um talento e carisma impressionantes.

O grupo musical deveria ter se chamado Michael Jackson and Brothers, porque ele era “O Cara”. Carinha, na época, mas “O Cara”

Michael Jackson foi um daqueles fenômenos que só se pode comparar a seres como Elvis Presley, John Lenon, Madonna, Marilyn Monroe, James Dean, pessoas cuja participação nesse mundo foi pra lá de especiais; e curiosamente, todos foram vítimas de si mesmos.

Pode-se dizer que Michael Jackson inventou o videoclipe, mas não se pode dizer que o videoclipe inventou Michael Jackson, ao contrário de tantos talentos medíocres que essa técnica possibilita ter projeção, graças ao dinheiro das gravadoras.

Michael Jackson foi o mais pop dos pops. Ninguém vendeu 50 milhões de cópias de um disco. Só ele.

Musicalidade, sensualidade, elasticidade, criatividade, personalidade, originalidade, tudo isso era o artista Michael Jackson.

Como todo grande ídolo, milhões de pessoas chorarão a sua morte, assim como a música.

Resta-nos apenas lamentar e lembrá-lo através daquilo que ele deu de melhor ao mundo.
A música pop está de luto, a música está de luto.

A MORTE DO HOMEM MICHAEL JACKSON

Por tudo o que a vida lhe proporcionou, o cara era muito doido, muito maluco.

Ele não “se achava”. Ele “se tinha certeza”.

Aquele pretinho fenomenal, adorável, encantador, se transformou num ser fantasmagórico, uma figura bizarra e (pelo menos pra mim) repugnante a qual eu nunca consegui associar com a música.

Um cara cheio de transtornos, complexos, perseguido pela mídia, mas que ao mesmo tempo não conseguia ficar sem ela, promovendo escândalos e episódios que davam constantemente material pra alimentar esse interesse por sua vida.

Suas excentricidades iam da milionária “Neverland”, sua casa-parque de diversões ao repentino simples uso de uma máscara no rosto para esconder o ser ridículo no qual se transformou.

As supostas questões de pedofilia o levaram a falência moral e financeira, além, do que é mais lamentável, a falência do seu gênio criativo.

Dentre suas esquisitices estão seus três filhos, cujos nomes, todos, foram compostos com o nome Michael: Michael Jackson Jr, 12, Paris Katherine, 11, e Prince Michael II, 7.

Michael criou seus filhos no meio de toda a excentricidade possível, escondendo seus rostos da mídia com lençóis, máscaras, criando sempre um espetáculo maior do que se as crianças fossem vistas. Ele nunca entendeu que a mídia está sempre atrás daquilo que não consegue ver e não daquilo que vê. Coitado.

Era um coitado, herança de uma infância sem infância, de uma pai muito… E da noção de realidade.

Ao mesmo tempo ajudava creches, orfanatos, fazia ações sociais de importância e promovia encontros lendários como no videoclipe “We are the world”.

Só que era doido. E como a maioria dos doidos, teve um fim muito doido.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:34 AM

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Categories: Crítica, Cultura
 22 nov 2009 @ 11:40 PM 

Caríssimo presidente Sarney

Antes de tudo, me dói na alma ter que continuar a chamá-lo de presidente. Sua insistência e perpetuidade no cargo me remetem a Austragésilo de Athayde, nosso quase perpétuo presidente da Academia Brasileira de Letras, da qual o senhor, sabe-se lá como, ocupa uma cadeira.

É muita desfaçatez de sua parte, presidente (erghhh), vir a público com cara de paisagem e evocar seu passado ilibado de honestidade política, sendo que o Brasil inteiro, e em especial o povo do Maranhão, sabe exatamente quem o senhor é e do que é capaz.

Seu feudo político jamais foi construído sob o progresso de seu estado, aliás, muito pelo contrário.

É sabido pelos maranhenses quanto custou ao estado a evolução financeira de sua família, perpetuada por sua filha, filhos, genro e netos.

É sabido pelos brasileiros o quanto sua figura tendenciosa influenciou negativamente os rumos de seu estado e do país, levando o PMDB de um lado para o outro, sempre na sombra do poder.

O senhor, presidente (erghhh), foi um arenista de primeira hora, um puxa saco da ditadura, se beneficiando do poder, não importando quem o detinha.

O senhor, presidente (erghhh), apoiou militares, Collor, Itamar, Fernando Henrique e apóia Lula.

Haja fisiologismo. Não! Mais do que isso, haja ganância e falta de compromisso com a sociedade que o senhor insiste em acreditar e dizer que protege.

O Brasil não precisa mais da sua presença. Aliás, a pensar no seu histórico, nunca precisou.

Tanto é que o senhor, presidente (erghhh), não consegue mais se eleger pelo seu estado, o Maranhão, tendo que ir buscar essa vaga no Amapá, sabe-se lá por quanto ou à custa de que.

O Brasil não o quer mais, presidente (erghhh) Sarney, em lugar nenhum.

Seria menos vergonhoso sua saída de cena nesse momento do que ficar dando explicações tolas e vãs para coisas que não tem explicação.

A crise não é sua, concordo. É do senado.

Mas o senhor, presidente (erghhh), se beneficia dela há anos, sabe e sempre soube de tudo o que ocorre e ocorreu dentro dessa casa.

Vai pra casa, presidente (erghhh). A sociedade agradece penhoradamente se o senhor desaparecer de cena.

O senado não está apenas em crise, presidente (erghhh). O senado está com câncer, e o senhor é um dos maiores tumores dessa absurda metástase que está matando a dignidade do senado e da política nacional.

Um recado ao povo do Amapá

Amigos do Amapá, pelo bem de seu estado, pelo bem do país, não mais elejam ou reelejam pessoas que não tem interesse no seu estado, que não tem domicílio no seu estado, que não seja o domicílio eleitoral.

O Amapá e o Brasil merecem que vocês escolham um filho do estado, por pior que ele seja, para representá-los. Alguém que saiba o nome de uma padaria, de uma escola, de uma avenida, que conheça um barbeiro, que saiba onde fica uma farmácia de plantão num domingo à noite, que tenha conhecimento dos feriados municipais, das tradições culturais, que conheça as feiras livres, que olhe pro céu e saiba se vai chover, que ao andar pelas ruas consiga encontrar amigos ou conhecidos, ou que, pelo menos, goste do Amapá.

Vocês merecem mais do que José Sarney. O Brasil também merece.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:34 AM

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Categories: Política
 22 nov 2009 @ 11:40 PM 

Parte que me toca quando vejo a mim mesmo.

Em mim mesmo.

No outro.

O que veio antes.

O que veio depois.

Meros reflexos.

Mero reflexo.

O outro lado que nunca vejo de um lado que  sempre sou.

O que vêem de mim quando sou apenas o meu eu.

Coisa que se repete, que imita sem ser, mas que é.

O olhar que olho, que me olha, mas que só mostra, não vê.

Porque através dele só eu vejo, só eu sou, ainda que ele também seja, sem ser.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:35 AM

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Categories: Poesia
 22 nov 2009 @ 11:39 PM 

Não é verdade que viemos de Adão e Eva, assim como não é verdade que descendemos do macaco. Mas, erroneamente, continuam ensinando as duas coisas para as crianças e insistindo nisso com os adultos.

Não é verdade que o Iraque tinha bombas atômicas e todo mundo sabia, como também não é verdade que os americanos o invadiram para libertar os iraquianos. Mas os americanos entraram lá do mesmo jeito e ninguém fez nada pra impedir.

A largura da boca da calça que eu visto é o que a moda ou a marca me condiciona. Mas eu acho que sou eu que to escolhendo.

O modelo de carro que eu compro é o carro projetado pra minha classe social. Mas eu penso que sou eu que estou escolhendo o carro que quero.

A marca de celular que eu uso depende dos recursos que eles querem que eu consuma. Mas eu tenho a nítida sensação de que sou eu mesmo quem escolhe os recursos que quero usar.

Na verdade eu como o que querem que eu coma, bebo o que querem que eu beba, vou a lugares que querem que eu vá, leio o que querem que eu saiba, penso o que querem que eu pense, devo o que me permitem dever, ganho o que permitem ganhar.

Falo sobre o que querem que eu fale, defendo o que querem que eu defenda, rejeito o que querem que eu rejeite.

Eu não sei de nada que não queiram que eu saiba, mas sou forçado a saber praticamente tudo que querem que eu saiba.

Então o que eu sei? Nada.

Só sei que nada sei, e quanto mais sei, mais descubro menos sei.

O que sei não é mais importante do que eu ainda não sei.

Vai saber.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:35 AM

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Categories: Cotidiano

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