05 jul 2010 @ 12:55 PM 

Dunga, que deveria ser o Mestre, resolveu ser Zangado.
Não permitiu a ninguém nem um Atchim, perdeu, voltou
Dengoso e não fez ninguém Feliz.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 05 jul 2010 @ 12:55 PM

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 18 mar 2010 @ 4:35 PM 

O Brasil tem erros estruturais, oriundos de uma cópia do sistema presidencialista americano.
Ao copiá-lo, logicamente, nossos digníssimos signatários de outrora fizeram nele o
que chamaram de adaptação à nossa realidade, mas que, na verdade, foram alterações que beneficiavam interesses escusos.
Temos um problema seríssimo no que diz respeito ao pacto federativo.
Na nossa constituição, o subsolo pertence a União, e não aos estados.
Já na constituição americana, se sair petróleo no quintal da sua casa o direito de explorá-lo é seu.
Temos um sistema de arrecadação que junta tudo na conta da união e ela devolve porcamente uma mísera parte aos estados.
Os americanos, ao contrário, arrecadam individualmente e mandam uma parte para a União. É com ela que o presidente americano faz política externa, guerras e trata das calamidades. No fundo quem paga é sempre o contribuinte.
Nosso pacto federativo permitiiu que estados como São Paulo, que sempre dominou fortemente a política nacional, crescecem e se estruturassem na magnitude em que estão, enquanto os outros estados, em especial os do nordeste, minguassem na mão
de políticos que se beneficiram de monopólios e oligopólios (Sarney, ACM e outros) sem necessariamente defender suaa regiões como deveriam.
Assim, dentro do nosso pacto federativo, o petróleo que se extrai do Rio e do Espírito Santo, assim como o minério que se extrai do solo de MInas Gerais, pertencem de fato a União, e não aos estados.
As últimas conscituições trataram de pagar os tais roayalties a esses estados, coisa que antigamente nem existia.
Não defendo o projeto de lei de Ibsem Pinheiro, mas acho que ele se torna produtivo a medida que promove o questionamento sobre o modelo de pacto federativo que temos em nossa constituição.
Esse é o momento de travar uma discussão séria sobre esse assunto, idéia amplamente defendida por Aécio Neves e outros democratas de fato.
Nosso sistema presidencialista precisa passar por uma revisão profunda, tirando do presidente a prerrogativa de emitir medidas provisórias a seu bel prazer, num desrespeito profundo ao congresso nacional, esse sim, incumbido de legislar.
É essa fórmula maluca e retrógrada que torna o congresso refém de escândalos e mensalões, pois é a forma que o executivo usa para barganhar com os congressistas a favor de suas idéias e quase nunca a favor do país.
Quanto ao Rio de Janeiro em particular, o lamentável é que desde o golpe militar de 1964 tem sido governado por políticos escrotos, que pouco ou quase nada fizeram pelo estado a não ser contribuir para a instalação desse caos social.

A saber:

Cordolino José Ambrósio 1º de maio de 1964 4 de maio de 1964 Presidente da Assembléia Legislativa
Paulo Francisco Torres 4 de maio de 1964 12 de agosto de 1966 Governador nomeado
Teotônio Araújo 12 de agosto de 1966 31 de janeiro 1967 Vice-governador nomeado
Jeremias Fontes 31 de janeiro de 1967 31 de março de 1971 Governador nomeado
Raimundo Padilha 31 de março de 1971 15 de março de 1975 Governador nomeado
Governadores pós-fusão      
Floriano Peixoto Faria Lima 15 de março de 1975 15 de março de 1979 Governador nomeado
Chagas Freitas 15 de março de 1979 15 de março de 1983 Governador eleito indiretamente
Leonel Brizola (primeira vez) 15 de março de 1983 15 de março de 1987 Governador eleito  
Moreira Franco 15 de março de 1987 15 de março de 1991 Governador eleito  
Leonel Brizola (segunda vez) 15 de março de 1991 2 de abril de 1994 Governador eleito  
Nilo Batista 2 de abril de 1994 1 de janeiro de 1995 Vice-governador eleito
Marcello Alencar 1 de janeiro de 1995 1 de janeiro de 1999 Governador eleito
Anthony Garotinho 1 de janeiro de 1999 6 de abril de 2002 Governador eleito
Benedita da Silva 6 de abril de 2002 1 de janeiro de 2003 Vice-Governadora eleita  
Rosinha Garotinho 1 de janeiro de 2003 1 de janeiro de 2007 Governadora eleita  
Sérgio Cabral Filho 1 de janeiro de 2007 atualidade Governador eleito

Tratando da questão pós fusão com o estado da Guanabara (outro absurdo), vê-se que o estado sempre esteve mal representado, inclusive atualmente.
A divisão do petróleo do pré-sal não pode de forma alguma servir de chantagem política com ameaças de não haver verbas para a realização das olimpíadas e da copa do mundo, pois esses dois eventos foram aprovados sem se contar com esse dinheiro.  Além disso, a União vai arcar com grande parte dos investimentos necessários para a realização desses eventos, tornando ainda mais inócua a chantagem proposta.
Os cariocas deveriam ir às ruas, sim, mas para não permitir mais que Brizolas, Garotinhos, Rosinhas e Beneditas governem um dos maiores cartões postais do mundo e que Lulas, Dilmas e Dirceus jamais voltem a comandar os destinos do nosso país.
O mesmo Rio de Janeiro que durante mais de um século foi a porta de entrada do Brasil, hoje, graças a violência e desgoverno, é, infelizmente, motivo de medo lá fora e aqui dentro, além de ser, politicamente, uma chacota nacional.
Não é só do dinheiro do petróleo que o Rio de Janeiro precisa. Precisa, principalmente, de governantes com vergonha na cara e noção do interesse público.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 18 mar 2010 @ 04:37 PM

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 06 mar 2010 @ 2:49 PM 

Pensando no planeta terra como mundo, são 365 voltas por ano.
Quando olho para os meus 46 anos, vejo que lá se foram ao menos 16790 voltas.
É muita volta!
Pensando nos últimos 30 anos, começando pelo auge da minha adolescência, é alguma coisa em torno de 10950 voltas.
Continua sendo muita volta!
Quanta coisa mudou nesses 30 anos.
Quantas coisas eu vivi, vi, ouvi, fiquei sabendo…
Um muro que caiu e transformou o mundo, ditadores que sumiram do mapa, fomos tetra e penta campeões de futebol, continuamos sendo campeões em acidentes de trânsito, o vai e vem do espaço no espaço se tornou corriqueiro, a estabilidade da nossa economia, um operário no poder, atentados e guerras abalaram e abalam o mundo, viramos potência mundial em vôlei, mas ainda não sabemos lidar com a dengue, muito menos dividir decentemente a renda do nosso país.
Muitas pessoas me foram caras e raras, outras próximas, distantes, influentes, influenciadas, presentes, ausentes, colaborativas, destrutivas, verdadeiras, falsas…
Milhares de coisas me fizeram ser o que sou. Experiências boas, ruins, traumáticas, únicas, pessoas que chegaram e partiram, coisas que tive e que perdi.
E então pergunto: o que a minha vida tem de diferente da sua?
O processo do “viver” é idêntico para todas as pessoas. O mundo não deu essas voltas somente para mim.
Ao se preocupar com as voltas que o mundo dá você verá dele o mesmo que vê quando esta num carrossel. Os pontos são referências estáticas, repetitivas, e que percebe que para ver alguma coisa novamente, ou você espera o carrossel girar ou olha para trás, o que pode até dar enjôo.
Ao contrário, se você se coloca fora do carrossel, consegue perceber que existe um todo, e que, quando estava dentro dele, o estático era você e não as referências.
Viver é estar no carrossel, mas poder sair dele e ver de perto aquelas referências, percebê-las de maneira diferente, sem que pra isso elas percam o status de referência.
Viver é entender que derrubar muros depende de nós e não dos muros. E que pular muitos muros pode ser mais interessante do que derrubá-los, mesmo sem saber o que há do outro lado.
Então, o que muda de uma pessoa para a outra não é necessariamente as voltas que o mundo dá e sim as voltas que ela dá por ele.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 31 mar 2010 @ 02:16 AM

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 03 mar 2010 @ 6:33 PM 

Desde que Lula assumiu a presidência da república, o MST, que já praticava o terrorismo rural, passou a atuar com mais liberdade e desnvoltura.

Tanto quanto nos meios políticos, os maiores aliados do MST são a impunidade, a lentidão da justiça, a inoperância das polícias nas investigações e autuações e o conjunto de leis absolutamente superado e mal interpretado, dando margem para que processos como esse abaixo continuem a acontecer.

Invasão de fazendo pelo MST (vídeo seguro – youtube)

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 03 mar 2010 @ 07:15 PM

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 28 fev 2010 @ 11:44 PM 

Lamento informar, mas, de certa forma, não importa o que você foi, é ou será. Você vai virar estatística.
O que diferencia sua existência é o tipo de estatística na qual você vai aparecer.

Se você é o tipo de pessoa acomodada, que não faz nada além de acordar, estudar, trabalhar e dormir, sua participação na estatística será apenas numérica, pois mesmo que se estratifiquem dados e gráficos, você só terá contribuído para “engrossar o caldo”.

O que muda o enfoque da questão é o tipo de estatística na qual você aparece.
Por exemplo, Barack Obama é o primeiro negro a ser presidente dos Estados Unidos.
Isso não o define apenas como estatística, mas o coloca num patamar onde a pessoa fez a diferença.

Talvez, daqui a duzentos anos ele possa ser um percentual dos negros que conseguiram ocupar a presidência dos Estados Unidos. Mas, até lá, ele terá sido o cara, pois, em termos percentuais, ele, hoje, representa 100% dessa estatística.
Diferentemente de uma pessoa que sofreu um acidente na via Dutra, que será apenas mais uma entre tantas outras, um traço percentual dessa estatística.

Outra forma de encarar a estatística nas nossas vidas é quando observamos dados históricos sobre um determinado evento.
Como exemplo, se estatisticamente sabe-se que a cada cem pessoas que passam por um determinado local uma delas é roubada, ao passar por esse local pela centésima vez sua chance de engrossar essa estatística aumenta consideravelmente.
Outro exemplo é que se você sabe que a cada x pessoas que comparam carne num determinado açougue levam o produto estragado, se você continuar comparando nesse açougue em breve poderá ser uma delas.

Muito doido isso, não?

Assim, quando faço a pergunta título desse texto, o que realmente provoco é um pensamento sobre o que fazemos com nossas vidas nos diversos eventos e momentos dela.
Tem gente que vai passar toda vida sendo apenas um traço percentual de uma estatística em tudo o que faz.

Lula foi o primeiro operário a ser presidente do Brasil.
Quantos operários conseguiriam isso?
Quantos operários será que ambicionaram ou ambicionam o mesmo cargo que ele?

Bem, aí você pode-me dizer que ambicionar não basta. E eu respondo: será que não?
E então lhe faço uma pergunta: o que faz uma pessoa de sucesso ser reconhecida como uma pessoa de sucesso?

O que fizeram Barack Obama e Lula serem reconhecidos como pessoas de sucesso em suas aspirações?
A resposta é simples. Eles fizeram mais do que se esperava deles.

Quando Lula se candidatou a presidência da república pela primeira vez ele não tinha a menor chance.
Quando Barack Obama anunciou que era pré-candidato a presidência dos Estados Unidos pelo partido democrata todos riram dele.
Mas ambos fizeram mais do que se esperava que eles fizessem. Eles persistiram, trabalharam arduamente por seus objetivos e deixaram de ser, respectivamente, mais um operário que ambicionou ser presidente do Brasil e mais um negro que ambicionou ser presidente dos Estados Unidos.

Meus exemplos são propositalmente superlativos, com o objetivo de mostrar que tudo é possível quando você não se contenta em ser apenas um dado estatístico na história, ainda que, de uma forma ou de outra, você vá parar nas estatísticas da mesma forma.

Uma pessoa foge da estatística quando ela não se acomoda com o mundo em que vive e faz as coisas de modo a deixar a sua marca pessoal, fazendo a diferença entre os outros e perante o todo.

Meu caso, por exemplo. Hoje, sou dono de um blog entre os milhares de blogs que existem na internet. Mas, se você está me lendo nesse momento é porque eu sou persistente, expondo aqui meus pensamentos e minha forma de encarar a vida.

Se o que eu escrevo fizer diferença para você ou para qualquer outra pessoa, nem que seja apenas uma, meu blog está deixando de ser apenas mais um blog na internet e minha pessoa está deixando de ser apenas uma estatística na sua vida.

Entendeu pessoa?

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 28 fev 2010 @ 11:44 PM

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 27 fev 2010 @ 12:33 PM 

Desde 2009 o governo brasileiro está em litígio com o governo italiano, após conceder refúgio político a Cesare Battisti, antigo membro dos Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo armado de extrema esquerda ativo na Itália no fim dos anos 1970.

Battisti é condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas.

O ministro da justiça, Tarso Genro, foi quem concedeu o status de refugiado político à Battisti, causando um enorme distúrbio nos meios diplomáticos.

Porém, o Supremo Tribunal Federal julgou a questão e entendeu que Battisti deve ser extraditado para Itália.

A decisão final está nas mãos de Lula, que até o momento não tomou nenhuma atitude, mas em diversas declarações deixa transparecer sua simpatia por Battisti.

Cesare Battisti foi preso no Brasil em 2007.

Curiosamente, no dia 22 de julho do mesmo ano de 2007, durante a realização dos jogos panamericanos no Rio de Janeiro, os boxeadores olímpicos cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux abandonaram a delegação cubana.

A única coisa que eles queriam era ir fazer carreira na Europa.

Os dois foram encontrados num hotel na cidade praiana de Araruama, região dos lagos no Rio de Janeiro. No dia 4 de agosto do mesmo ano de 2007, praticamente 10 dias após o abandono da delegação, eles foram deportados para Cuba no dia 4 de agosto.

Tudo resolvido em praticamente 10 dias.

O ministro da justiça envolvido no caso é o mesmo Tarso Genro. E o presidente do Brasil o mesmo Lula.

Vale à pena clicar nos links logo abaixo para entender as diferenças de pesos e medidas dos dois casos.

Cesare Battisti, um participante da luta armada, envolvido em atentados e com um passado onde constam assaltos a mão armada desde a juventude.

Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, dois jovens boxeadores cubanos cujo maior crime foi nascer e viver sob o regime de Fidel Castro.

Dilma Roussef, candidata de Lula à presidência da republica, foi declaradamente terrorista, militou na luta armada, praticou assaltos e seqüestros.

Se ela for eleita presidente do Brasil, eu não me espantaria se ela concedesse refúgio político a Osama Bin Laden.

 Caso Cesare Battisti - http://pt.wikipedia.org/wiki/Cesare_Battisti_(1954)

 Caso dos boxeadores cubanos – http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL83186-5606,00.html

 Dilma Roussef – http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilma_Rousseff

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 21 fev 2010 @ 11:16 AM 

O motivo
Eu nunca fui bom de química. Nunca nem me interessei sobre o assunto.
A gente acaba aprendendo uma coisa ou outra, mas, cá pra nós, pra que ser química pra quem sempre pretendeu trabalhar com comunicação?
Era o primeiro ano do científico. Eu peguei prova especial de química e tinha que passar. Eu e mais uma dúzia, o que mexia com meu espírito de Robin Wood. Ou seria de José Roberto Arruda?

O professor
O nome era o Ricardo, um sujeito alto que usava óculos, tinha voz forte, firme, barba rala. Usava um jaleco branco, andava de um lado pro outro da sala enquanto dava aula. Às vezes brincalhão, mas na maioria do tempo só queria mesmo falar de química.

O ambiente
Naquele ano eu havia “roubado” diversas provas.
É dona Sonia, confesso, foram várias. E não era difícil não.
Os professores rodavam as provas no estêncil (que coisa arcaica meu Deus!) e simplesmente amassavam a matriz e jogavam no lixo. E eu pegava. Simples assim.
Até que num determinado momento o servente (como era mesmo o nome dele? Cícero?) passou a entregar esse lixo diretamente na mão do lixeiro.
Que trabalho isso me deu. Quando soube tive que correr atrás do caminhão de lixo e comprar o lixo nas mãos do lixeiro. Fiz isso pelo menos umas três vezes.

O processo
Era assim. Eu pegava a prova, alguém (ou “alguéns”) resolvia e passávamos para os colegas necessitados (tinha muito não-necessitado que pegava também).
Mas não tinha esse negócio de tirar 10 não. Cada um tirava uma nota muito próxima daquilo que precisava, assim não dava na pinta.
Imagine só, eu, um aluno relapso, de repente tirando 10 em tudo que é prova. Não dava.

A prova de química
E veio a tal prova de química.
Fiquei de olho no lixo. Nada.
Fiquei de olho no professor. Também nada.
Eu sabia que as provas eram rodadas com antecedência e ficavam empilhadas num móvel na sala da diretora até o dia de serem aplicadas aos alunos (me corrija aí se eu estiver errado Sonia).
Pra me certificar do fato, arrumei um motivo sem vergonha qualquer pra ir à sala da diretoria – coisa que muitas vezes eu fazia compulsoriamente. E lá estavam elas, lindinhas empilhadas lado a lado. E eu só precisava por as mãos em uma daquelas centenas de folhas.
Mas como?

O crime
Não dava pra ser nada cinematográfico.
A escola ficava em uma casa de muros altos, em uma avenida movimentada de Copacabana. E eu não tinha a menor vocação pra escalar muros.
Decidi então optar pelo modo mais óbvio e objetivo, bater na porta da escola e conversar com o servente que também fazia o papel de vigia, pois morava na escola. E foi o que eu fiz.
Passei óleo de peroba da cara e no domingo anterior à prova fui lá eu e bati na porta.
E não é que o sujeito abriu? E não só abriu como entendeu meu desespero e me deu acesso até a diretoria.
Peguei a prova e saí de lá me sentindo um ser abençoado por Deus. Um herói para aquela dúzia de pessoas que precisavam de nota tanto quanto eu.
Com o produto do crime nas mãos, corri pra casa da Geíza que ficava no meio do quarteirão ao lado.

A notícia
Cerca de meia hora depois, metade dos interessados já sabia que tínhamos a prova. Mirellinha era uma das mais eufóricas.
Começamos então a procurar quem resolveria a prova pra nós, pois, lógico, se precisávamos tanto de nota é porque não sabíamos nada de química.
Telefonema vai, telefonema vem, e logo encontramos bons alunos de química pra nos ajudar. Entre eles Ana Lúcia Quintaes (não negue colega, agora é tarde).
Lembro que a prova era na quinta-feira seguinte, o que nos deixava com apenas três dias para resolvê-la e decorá-la. E assim foi feito.

O dia da prova
A quinta-feira feira chegou.
Eu tinha decorado até as falhas de impressão do estêncil.
O professor entrou na sala, olhou pra todos e sentenciou:
- Todo mundo pegando uma folha de caderno pra anotar as questões porque eu esqueci a prova em casa.
Pensei com meus botões: porque esse infeliz teria levado as provas para casa se elas estavam empilhadas na sala da diretoria?
E então ele começou a escrever as questões no quadro, totalmente diferente da prova que eu havia surrupiado.
Subitamente um frio começou a correr pela minha espinha, não porque a prova estava diferente da que eu roubei, mas porque aquela dúzia de pessoas estava me fuzilando com o olhar.
Questões colocadas no quadro, Mirella olha para o professor e pergunta:
- Ricardo, você tem certeza que a prova é essa mesmo?
Como a Mirella era ingênua meu Deus! Aff!
Ele fixou o olhar nela, olhou pra mim, voltou o olhar pra ela e disse:
- Porque Mirella, você conhece alguma outra prova?
Mirella estava sentada ao lado da janela. Eu olhei pra ela e conseguia enxergar através dela, pois ela não estava branca não, estava transparente.
Ela respondeu um “claro que não” que era mais do que uma denúncia. Abaixou a cabeça e o silencio se fez absoluto na sala.

Eu e o professor
Um a um os alunos foram entregando as provas, até que ficamos apenas eu e o professor Ricardo na sala.
Eu não tinha sequer escrito meu nome na prova, pois naquele momento acho que nem isso eu sabia fazer.
Ele me olhou e perguntou se eu não ia entregar minha prova.
Perguntei a ele quanto tempo eu tinha pra terminar e ele me disse que eu ainda tinha 20 minutos.
Então respondi que gastaria o tempo que tinha.
Eu ficava olhando pra ele, ele ficava olhando pra mim, certo de que eu não tinha feito uma questão sequer.
E me olhava, e eu o olhava, e levamos aquela encenação até o diálogo final.
Esgotado o tempo ele se levantou da cadeira com ar de quem tinha vencido uma partida de xadrez e me disse:
- O tempo terminou.
Eu me levantei, peguei a prova e fui diretamente pra ele.
Ele olhou minha prova em branco, fez uma cara de muito feliz ao ver que eu não tinha escrito nela nada além do meu nome e me falou:
- Pois é Hermínio, acho que dessa vez eu te peguei.
Com toda a calma do mundo eu olhei pra ele e respondi:
- Você está enganado Ricardo, quem te pegou fui eu.
Ele espantou com minha resposta e antes de falar alguma coisa eu disse:
- Afinal de contas, quem vai ter que me dar aula novamente é você, não é mesmo?

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 21 fev 2010 @ 11:18 AM

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 16 jan 2010 @ 12:05 AM 

Pode ter até quem não goste de uma pipoca no cinema. Eu mesmo não sou muito fã e fiquei anos sem comer, em lugar nenhum.

Esse hábito é tão enraizado na nossa cultura que não percebemos, ou não nos questionamos que, em função da bendita pipoca, somos muito mal atendidos nas bombonieres dos cinemas. Na verdade deveriam se chamar pipoconieres, faria mais sentido.

Não sei se é implicância minha, mas se não estiver ali com a barriga no balcão na hora que a pipoca está saindo (e que infelizmente nem sempre é na hora que está começando a sessão), se tiver sorte come pipoca morna, ou fria mesmo se não for seu dia de sorte.

Você já reparou que seja qual for o cinema ou a sessão sempre vai encontrar atendentes mal humorados, dispersos e em número menor do que o contingente de consumidores exige? E que exceto os refrigerantes de máquina o resto nunca está realmente gelado?

Mas, o que mais me intriga são as guloseimas e chocolates. Mais uma coisa que não recebe influência do cinema ou da cidade: as marcas são sempre as mesmas. E que ninguém me diga que uma pesquisa de hábitos de consumo determinou serem essas as marcas e variedades que o público mais consome. Balela.

A verdade nua e crua se divide em duas partes: a) existe um monopólio de negociação com meia dúzia de marcas de produtos; b) eles não estão nem aí pro que o consumidor realmente quer porque como só tem essas marcas mesmo nós vamos consumir o que tiver. E ponto.

Os refrigerantes de máquina são regados a meio copo de gelo e o restante do próprio refrigerante. Por isso que, na sessão de cinema, mal acabaram os trailers e você já consegue notar que seu refrigerante está aguado. Mas você toma assim mesmo e depois fica chupando o gelo achando que ta fazendo um grande negócio.

Tirando a Coca Zero e o Sprit Zero (que aguados ficam ainda mais horríveis do que o refrigerante normal) sobram aos pobres coitados dos diabéticos – entre os quais eu me incluo – as águas levemente gaseificadas, que também poderiam ser chamados de refrigerantes originalmente aguados que a gente também bebe achando que ta fazendo outro grande negócio.

Temos ainda as enormes filas indianas pra conseguir comprar uma ficha, a enorme aglomeração brasiliana na frente do balcão querendo ser atendida sem a menor organização e aqueles funcionários dispersos e mal humorados que estão pouquíssimo interessados em saber se sua sessão ta começando ou já começou.

E bem feito pra você, chegasse mais cedo. Talvez até conseguisse comer pipoca quente.

E falando da digníssima, também é ela que fecha o raciocínio: como pipoca no cinema custa caro!

As pessoas até se dão conta de que é caro, mas penso que ninguém faz a conta de que o preço de um pacote de pipoca no cinema custa, em média, R$ 2,50 no supermercado.

Já vi na lista de preços de algumas bombonieres umas inovações com pão de queijo. Só que entre anunciar na lista de preços e ter pra vender são coisas bem diferentes. E quando tem, ou está frio ou está esturricado.

O que eu quero é que me ofereçam alguma coisa diferente, de qualidade, por um preço mais razoável e que se lembrem que nós, diabéticos, gostamos de guloseimas e pagamos mais caro pelos produtos diet.

E pipoca quente no início da sessão com um refrigerante bem gelado, mas com menos gelo.

Não é pedir muito, é?

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 16 jan 2010 @ 12:11 AM

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 06 jan 2010 @ 11:49 AM 

Esses dias, enquanto aguardava uma consulta médica, fiquei vendo um jornal quando a data do mesmo me chamou atenção: 02/01/2010. Achei curiosa a combinação de números, o que me fez pensar quantas vezes teremos datas assim nesse ano.

Então, como a falta do que fazer era mesmo grande, passei a enumerá-las combinando sempre os números 0, 1 e 2:

01/01/2010, 02/01/2010, 10/01/2010, 11/01/2010, 12/01/2010, 20/01/2010, 21/01/2010, 22/01/2010,

01/02/2010, 02/02/2010, 10/02/2010, 11/02/2010, 12/02/2010, 20/02/2010, 21/02/2010, 22/02/2010,

01/10/2010, 02/10/2010, 10/10/2010, 11/10/2010, 11/10/2010, 12/10/2010, 20/10/2010 (muito curiosa essa),

21/10/2010, 22/10/2010, 01/12/2010, 02/12/2010, 10/12/2010, 11/12/2010, 12/12/2010, 20/12/2010,

21/12/2010, 22/12/2010.

Ou seja, em 33 dias desse ano, e também de 2011 e de 2012, as datas terão essas combinações curiosas.

Mas, enfim, para que serve isso? Se nenhum matemático ou exotérico tiver alguma explicação lógica ou exotérica pro fato, eu garanto que pra passar o tempo numa sala de espera de médico isso é muito melhor que que ficar lendo aquelas revistas velhas do ano retrasado.

Quem sabe se numa próxima consulta eu penso quantas vezes isso acontece numa década e num século.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 06 jan 2010 @ 11:53 AM

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 29 dez 2009 @ 9:28 AM 

Sou do tempo em que pensar na chegada do ano 2000 causava apreensão. E como ele era distante.

Em 1981, eu e uns amigos marcamos então um encontro para o dia 1 de abril do ano 2000. Faltavam ainda 19 anos para a data e isso parecia uma eternidade.

Estaríamos todos vivos? O mundo ainda existiria?

A incerteza era tanta que por via das dúvidas marcamos o encontro em três locais possíveis, de modo que se algum deles fosse dizimado pelo tempo, ou por alguma catástrofe, teríamos opções para nos encontrar.

E assim, o encontro foi documentado e assinado por todos, e cada um ficou com uma cópia (feita a mão, pois, imaginem, para nós, estudantes de 16, 17 anos de idade, xerox era caríssimo em 1981).

Enfim, veio o ano 2000. E sem que a gente percebesse ou comentasse sobre isso, o mundo não havia mudado praticamente nada. E apesar de termos determinado 3 opções de locais para o encontro (que obviamente não sofreram nenhuma catástrofe), o mesmo foi realizado na casa de uma das amigas do grupo, no dia 1 de abril, como combinado.

Nem todos os signatários foram ao encontro, uma pena. Em compensação outros amigos compareceram e a festa foi muito boa.

Ninguém teceu nenhum comentário significativo por estarmos no ano 2000. O ano em si foi citado muito mais como uma referência de “nossa! quanto tempo passou!”, sem se levar em consideração a idéia inicial futurista e/ou catastrófica que a data representava.

E lá se foram 10 anos desde então. E por mais que o mundo tenha incorporado muito dos filmes futuristas que sempre projetaram carros voadores e viagens espaciais para qualquer cidadão comum, pouca coisa realmente mudou.

A realidade é que ainda temos que lidar com a fome, a violência, as guerras, o analfabetismo, a falta de saneamento básico, as epidemias e pandemias, a má distribuição de renda, subnutrição, situações que demonstram que nos tornamos na verdade uma versão dos Flintstones com o benefício de algumas modernidades dos Jetsons.

Alguns têm micro-ondas enquanto outros não têm sequer comida. Muitos têm potentes celulares que consomem considerável fatia de sua renda, enquanto a renda que sobra mal dá pra se sustentar direito.

Nossa modernidade de 2010 tem uma medicina cada vez mais avançada científica e tecnologicamente, na mesma proporção em que o mundo tem uma população cada vez mais doente, com lugares onde as pessoas ainda morrem em filas esperando atendimento médico.

Estamos à espera da cura do câncer e da AIDS, mas ainda tem gente morrendo de Dengue, de gripe, de Leptospirose.

Enquanto o veículo voador não chega às ruas estão abarrotadas de carros e congestionamentos, causados pelo excesso dos mesmos. Mas, mais do que isso, causados pela inoperância de quem planeja e controla o trânsito e pela ignorância de quem dirige os carros.

E mesmo com toda a tecnologia de 2010, o planeta nunca esteve tão poluído e desorientado climaticamente, sem que uma luz no fim do túnel esteja realmente visível.

A modernidade de 2010 está cada vez mais abarrotada de corrupção, ganância e corporativismo em todos os níveis da sociedade. E o futuro a Deus pertence.

Saudades de 1981.

Que venha 2010.

Feliz ano novo a todos.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 29 dez 2009 @ 09:30 AM

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 14 dez 2009 @ 4:39 PM 

Mal começou o ano de 2009 e já estamos no natal do mesmo.

Se me perguntarem detalhadamente como foram meus meses eu não saberia dizer o que fiz exatamente em cada mês. O que me parece feito outro dia, na verdade foi a meses, quando não, no ano passado ou retrasado.

Às vezes encontramos um amigo que não vemos há algum tempo, e numa conferência rápida descobrimos que esse “algum tempo” significa dois, três anos, até mais.

Li recentemente que às 24 horas do nosso dia hoje equivalem a 17 horas. É como se cada minuto ou segundo tivesse sido encurtado em 29,2%. É como se cada minuto tivesse apenas 42,48 segundos, ou como se uma hora tivesse apenas 42,48 minutos. Muito doido isso.

Mas, mais doido do que isso é a previsão de que em mais 5 anos essas 17 horas se reduzam a 14 horas. Ou seja, a redução passará para 41,7%. Como se uma hora tivesse apenas 35 minutos.

É claro que nossos relógios continuarão marcando os 60 minutos e praxe pra se completar uma hora, mas cada vez mais nossa percepção é de que realmente as horas, os dias, os meses e os anos se tornarão mais curtos.

São muitas as influências para esses acontecimentos, com explicações das mais diversas, que vão da espiritualidade à física quântica. Só que elas existem e mesmo que eu não saiba dar mais esclarecimentos, todos nós percebemos o que está se passando.

Indico o livro 2012, de Gregg Braden, como fonte de informações, uma vez que nesse livro existem dezenas de opiniões e pensamentos referentes a esse tema.

No entanto, não precisamos ir tão a fundo para fundamentar essa passagem tão rápida do tempo. No nosso dia-a-dia fica muito fácil de perceber como algumas coisas acontecem.

Somos híperconectados hoje em dia. O celular que não nos dá trégua e que cada vez mais traz embutidos diversos serviços e informações que consomem nosso tempo. A internet, que simplesmente extinguiu as distâncias e o tempo na circulação das informações. As TVs que, via satélite, nos põem em contato com as informações em tempo real e aproxima povos, culturas e acontecimentos.

E enquanto eu escrevo esse post, e você o lê post, o tempo não parou. E quando me dei conta, esse pequeno texto consumiu mais de 40 minutos meu tempo (com algumas interrupções, claro) e provavelmente de 5 a 10 minutos do seu, o que mostra que produzir continua demorando muito mais do que consumir, deixando claro porque as pessoas trocam tanto de celular, de páginas na internet, de canais de TV…

Como voa esse tempo, não?

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 14 dez 2009 @ 04:39 PM

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Categories: Cotidiano

 23 nov 2009 @ 12:02 AM 

Que legal saber que você veio conhecer meu novo blog. Não sei se posso dizer que está mais moderno ou mais dinâmico ou mais colorido, mas certamente está mais “EU”, afinal ele inclusive leva meu nome.

Espero que goste e continue meu visitando, afinal o compromisso de escrever com assiduidade é comigo e com você que se deu ao trabalho de vir conhecer esse novo endereço e que, logicamente, deve esperar encontrar textos novos. E passará a encontrar.

E pra quem não sabe e caiu aqui de páraquedas, antes eu escrevia meus textos no http://coisadecanalha.zip.net , mas resolvi ter esse blog num domínio com meu nome. Mas o que tem lá eu transcrevi pra cá, portanto nem precisa perder tempo pra conhecer o anterior, exceto se tiver com tempo sobrando….rs

Mas, seja lá você um leitor(a) do outro blog ou um novo leitor(a), seja bem vindo a esse novo blog.

Ainda não sei se a aparência definitiva será essa, mas por enquanto acostume-se com ela, pois é o que eu to tentando fazer também….rs

E vamos que vamos.

Grato pela preferência e volte sempre!

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 12:02 AM

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 22 nov 2009 @ 11:50 PM 

Muito se fala sobre a inveja, mas pouca gente sabe o poder daninho contido nesse sentimento.

Querer algo que não lhe pertence, querer ser algo que você não é. Quando esses sentimentos são exalados no ar eles são capazes de contaminar ambientes e pessoas com uma capacidade destrutiva maior do que a de muitas armas.

A pessoa que inveja alguém ou alguma coisa, mesmo que o faça inconscientemente, está fadada ao fracasso pessoal. Ela é incapaz de obter as coisas por seus próprios méritos ou de reconhecer em si as ferramentas para alcançar os seus desejos.

Assim, se projeta na conquista do outro como se assim conseguisse também desfrutar dessa mesma conquista. Mas não consegue. O máximo que consegue é causar destruição. E quando essa destruição estiver completa a pessoa não tem mais o que invejar. Então, muda seu objeto de inveja, sem, no entanto mudar sua verdadeira condição.

Continuará sendo sempre um invejoso incapaz de obter o que deseja com seus próprios esforços.

Pior que a inveja inconsciente é a inveja consciente, quando a pessoa sabe o mal que está fazendo ao outro e permanece nesse mesmo estado invejoso, sem se preocupar se está causando mal a uma pessoa ou a uma família.

O invejoso, seja ele de que categoria for, é um derrotado. E a inveja é sua única arma, pois não tem nada mais a oferecer a ninguém.

Por sua vez, as pessoas que são alvo da inveja nem sempre estão atentas para perceber que as coisas que estão indo mal na sua vida são causadas por gente que muitas vezes está muito próxima, que se mostra amiga, que se mostra solidária, mas que no fundo se regozija com o cenário de destruição que está causando, consciente ou inconscientemente.

Na maioria das vezes elas só caem em si quando a destruição está completa: uma família desagregada, um emprego perdido, uma relação desestabilizada. É quando o invejoso deixa de se interessar por ela, pois ela não tem mais nada a ser invejado, perde a graça.

Diz a Bíblia que devemos pedir a Deus misericórdia aos invejosos e não sentir raiva deles, pois a raiva contraria o princípio do amor e só alimenta o negativismo causado pela inveja.

Perdôo àqueles que me invejam ou me invejaram e peço a Deus misericórdia aos que, consciente ou inconscientemente, causaram mal a mim, à minha família e as pessoas que quero bem.

Que elas encontrem seu próprio caminho para realizar seus objetivos e que me tenham, no máximo, como exemplo de trabalho, perseverança e felicidade, pois nada do que tenho, seja material ou não, foi conquistado ao acaso ou sem esforço.

Não inveje ninguém. Todos nós somos capazes de conquistar as coisas que desejamos por esforço próprio, sem que para isso seja necessário querer o que não nos pertence.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:27 AM

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Categories: Sentimento

 22 nov 2009 @ 11:49 PM 

Hoje me dei conta disso, da profundidade do que está embutido nessa frase.

Também me dei conta de que deixei ofuscar, quase apagar, o brilho de dentro de mim.

E eu quero meu brilho de volta.

Quero voltar a ser eu mesmo, seguro, confiante, quero voltar a olhar pra cima, para frente, deixar de ver meus pés quando abro meus olhos. Cansei de olhar para o chão.

Minha cabeça foi feita pra ficar ereta sobre meu pescoço, e não pra olhar o chão.

Voltar a ser eu mesmo não significa abrir mão do que conquistei nesse momento. Estou feliz por minhas conquistas, pelas minhas descobertas. Elas seguem comigo.

Até então eu me deixei levar pela síndrome da acomodação, da incondicionalidade de algo que não é incondicional, acreditando que nada mudaria. Mas muda.

E eu precisei mudar; e ainda preciso. Mudar pra melhor no que for ruim. Melhorar o que é bom. Ser, ao menos, bom nas coisas que nunca fui.

Minha timidez nunca me permitiu dançar. Nunca me permiti tratar disso abertamente, sempre alegando que tenho outra relação com a música.

Mentira. Eu só tive mesmo vergonha de dançar e do que as pessoas pensariam de mim me vendo dançar.

Eu tenho vontade de nadar, mas não sei nadar. Um tanto de trauma de infância e outro da mesma vergonha e, durante um bom tempo, de um estado físico bem abaixo de padrões saudáveis pra que ficasse exposto diante de outras pessoas.

Eu quero voltar a viver amor em plenitude, pois ele é pleno dentro de mim.

Eu quero ser um “eu” melhor e vou trabalhar muito pra isso.

Quero trabalhar melhor na minha profissão, voltar a focar meus objetivos profissionais que andaram meio de lado nessa estranha transição.

Quero pensar nas coisas boas que o futuro me reserva, e não apenas nos tombos que ele possa me dar no caminho.

Quero voltar a chorar de alegria e só chorar de tristeza quando ela for mesmo pra chorar.

Abri mão da prepotência, da arrogância, do sarcasmo, do cinismo, coisas que foram muito características em mim. Mas isso não significa que me tornei fraco, pelo contrário.

Minha força agora sai de dentro de mim e não está apenas falsamente estampada do lado de fora.

Quero que as pessoas me respeitem e não me temam. Mas também não quero mais temer ninguém.

Pra voltar a ser eu mesmo eu preciso voltar a fazer o que sempre soube fazer de melhor, ousar. O futuro é construído com ousadia e não apenas de projetos.

Quem sonha, ousa. E eu preciso voltar a ser o ousado que sempre fui pra voltar a sonhar e fazer as coisas acontecerem, como sempre fiz.

Hoje eu volto a ser eu mesmo. É um compromisso meu comigo mesmo.

Vou voltar a brilhar, de dentro pra fora. Já me sinto brilhando. E não vou deixar mais esse brilho ofuscar.

Como me disse uma pessoa recentemente, o que eu não posso mudar, tenho que aceitar.

Mas o que eu posso mudar, só eu pra mudar. E isso começa hoje.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:27 AM

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Categories: Sentimento

 22 nov 2009 @ 11:49 PM 

São esses os caminhos de muitos aprendizados.

Aprender pelo amor é a forma mais tranqüila de se aprender as coisas, principalmente no que diz respeito aos sentimentos.

Pelo amor aprende-se em doses homeopáticas. Sem perceber a pessoa vai aprendendo os valores das coisas através de atos, atitudes, momentos, situações. E, sem perceber, passa a praticá-los de forma que ninguém se assusta quando percebe no outro o conhecimento adquirido.

Pelo amor aprendemos com calma, sem grandes reflexões, pois não é necessário refletir quando se tem continuamente bons exemplos a seguir.

E educação, a religião, o comportamento, os sentimentos, tratar as pessoas, valorizar as pequenas coisas, são coisas que se aprende pelo amor, na maioria das vezes dentro de casa.

Pelo caminho do amor o aprendizado torna-se uma conquista a cada dia, a cada hora, a cada minuto.

A dor não é homeopática. É dose cavalar de antibiótico de última geração. É tratamento de choque.

Pela dor a pessoa entra nas profundezas de si mesma, busca em si o que é bom e o que é ruim e tem que tomar uma decisão sobre o que fazer com o que encontra. E não dá pra mudar sem perceber, muito pelo contrário. É percebendo que a mudança acontece. E quando acontece não há maneira das outras pessoas não perceberem que ela aconteceu.

Pelo caminho da dor há urgência, e as reflexões são necessariamente profundas.

Questiona-se a educação, a religião, o comportamento, os sentimentos, a forma de tratar as pessoas e as pequenas coisas que se deve valorizar nelas. E essa mudança não vem de casa, vem de dentro pra fora.

Nesse caso, a conquista é imediata, mas tem que ser praticada dia após dia, hora após hora, minuto após minuto.

Pelo amor se constrói.

Pela dor faz-se antes uma demolição e, aí sim, uma nova construção.

O amor consolida, a dor renova.

Quando se aprende pelo amor os ensinamentos ficam para sempre.

Quando se aprende pela dor as mudanças são para sempre.

Amor e dor. Amor ou dor. Esses são os caminhos.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:28 AM

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 22 nov 2009 @ 11:48 PM 

Muitos dos que lerem esse texto poderão me achar ridículo ou falso, uma vez que nesse mesmo blog tenho textos publicados que dizem o contrário do que expressarei agora.

Na verdade, nem me importo com o que as pessoas poderão pensar, e também não apagarei o que já escrevi, uma vez que eles refletiam o meu modo de pensar naqueles momentos.

Foi difícil e tortuoso o caminho para encontrá-lo, e fez-se necessário que eu atravessasse todo o caminho da descrença e da indiferença para conseguir entender o que começo a entender agora.

Muitas e muitas vezes ridicularizei seu nome, investido da arrogância e da prepotência que caracterizavam meu comportamento e meu pensamento.

Dessa forma, sei que humilhei e constrangi pessoas, causei desconforto e me tornei, para muitos, uma pessoa de pouco valor.

Foi necessário que eu entrasse em desespero para começar a entender certas coisas, que nem sei ainda se entendo com profundidade, mas estou buscando meu caminho, assim como todos devem buscar o seu.

Somente ao entender seu real significado, senti-lo dentro de mim como sinto agora, é que comecei a entender quem eu realmente sou e o que realmente represento nesse mundo.

Quando chamei seu nome no meu desespero, você não me deu apenas conforto e paz interior, mas me abriu portas através de pessoas que eu jamais imaginava que teriam tanta importância na minha vida, e mais, pessoas que mostraram gostar de mim e se preocupar comigo muito mais do que eu imaginava.

Sabe, Deus, num primeiro momento é muito difícil entender o porquê dos acontecimentos nas nossas vidas. Ficamos cegos, irados, nos sentimos injustiçados e não merecedores desses infortúnios.

Por outro lado, ao conseguir conquistar a paz e a tranqüilidade interior é que conseguimos entender que o que nossa cegueira significa algo que não estamos querendo ou conseguindo ver; ficamos irados porque os acontecimentos discordam da nossa vontade ou desejo; sentimo-nos injustiçados e não merecedores dos infortúnios porque só os entendemos como infortúnios, e não como uma nova oportunidade para recomeçar e reconstruir nosso caminho diante do que eles nos apontam.

Diante de tudo o que ocorreu e está ocorrendo na minha vida, estou conseguindo compreender o que para mim era incompreensível, pois até então eu necessitava de algo que se materializasse como uma resposta às minhas perguntas. Acontece que não é assim que funcionam as coisas, pois as minhas respostas jamais se materializariam fora de mim. E eu só consegui recebê-las quando tive a necessidade e a coragem de buscá-las e encontrá-las dentro de mim, pois é dentro da gente que elas estão guardadas.

Não me envergonho do que já pensei e expressei a teu respeito, pois, sobretudo, sou uma pessoa coerente com os momentos que vivi e vivo na minha vida.

Já me perdoei pelos meus erros e me sinto perdoado também por você, pois quando eu realmente chamei seu nome de dentro de mim recebi tua resposta, como a tenho recebido todos os dias depois que descobri que tua existência está no amor e não em nada que seja palpável e material.

Não retiro minhas críticas e queixas que fiz e faço sobre as religiões que exploram a fé das pessoas. Mas estou em busca do meu caminho, e tenho 100% de certeza de que o encontrarei com muito mais facilidade do que imaginava, porque hoje sei e sinto que o tenho dentro de mim.

Obrigado, meu Deus, por fazer com que as nuvens negras que estavam à minha frente fossem apenas uma densa cortina que se abriu pra que eu pudesse ver a tua luz e sentir o teu calor.

Pode ser que minha vida não siga necessariamente o caminho que mais quero e mais busco. Mas desde que te sinto comigo sei que sempre andarei pelo melhor caminho, seja ele qual for.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:29 AM

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 22 nov 2009 @ 11:48 PM 

A coragem vem de se querer fazer.

A segurança vem de saber o que se pode fazer.

A confiança vem de se ter feito.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:29 AM

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Categories: Frases

 22 nov 2009 @ 11:47 PM 

O ser humano tem dentro de si uma programação que não lhe permite querer outro destino que não seja a felicidade.

A felicidade está para o ser humano assim como estão às funções matemáticas para uma calculadora. Não pode dar errado. Não aceitamos o errado. Felicidade é uma programação para dar certo.

Mesmo os povos e culturas mais primitivos, que sofrem e se auto-flagelam, o fazem em prol da felicidade, por mais estranho que nos possa parecer.

Mas, o ser humano tem também o hábito de tornar isso tudo muito complicado. Sem saber busca mais a infelicidade do que a felicidade.

Mas afinal, o que é felicidade?

A própria introdução do texto nos mostra que o conceito de felicidade depende de cada um. E a felicidade tem às vezes maneiras estranhas de se manifestar, dando um sinal efetivamente contrário ao que se espera dela enquanto manifestação.

Felicidade é um estado da consciência quando se sente plena de satisfação. Só que não são todos os dias que se está feliz ou satisfeito com a mesma coisa, o que a torna, de certa forma, perecível.

Entra em cena aí o etéreo e o eterno.

Não existe felicidade eterna, exceto quando ela é buscada todos os dias.

A felicidade nos dá a noção do eterno, de algo que deva nos deixar plenos de satisfação permanentemente, quando, na verdade, esse é o estado do etéreo, daquilo que nos eleva espiritualmente, torna a vida sublime.

Assim, a busca não é pelo eterno e sim pelo etéreo. E quando se descobre essa sensação, num dado momento da vida, ela nos faz sentir fracassados na busca pelo pleno, pois ele não existe.

Vem então a pergunta: o que vem depois disso?

E eu respondo: depois disso vem a realidade. E a realidade também não é eterna e, na maioria das vezes, nem etérea.

A realidade nos mostra como somos acomodados e nos contentamos com o estado de felicidade e nos esquecemos, ou damos menos importância, ao que nos eleva o espírito, incandesce nossa alma.

Homens e mulheres têm relações distintas ao que é eterno e ao que é etéreo.

O homem se regozija com o eterno, enquanto a mulher necessita do etéreo. O homem releva o que pra mulher é primordial.

Essa dissintonia é uma bifurcação que pode levar a dois caminhos, que são exatamente opostos. A ruptura ou a união plena.

A ruptura parece ser normalmente o caminho mais simples de ser escolhido. Buscar uma união plena dá muito trabalho, exige esforço, entrega, paciência. A ruptura também exige isso, mas com uma diferença básica: ao romper você necessita de seu esforço, entrega e paciência consigo mesmo, não precisa mais carregar o outro, não importando mais o que já foi etéreo e eterno até pouco tempo atrás.

A noção de felicidade fica desfocada e se transforma em infelicidade, pois essa sim nos parecerá eterna, e jamais etérea.

O eterno é profundo, duradouro, constante, sólido, uno e necessário.

O etéreo é muitas vezes superficial, momentâneo, abstrato, divisível, mas impressindível.

E o ser humano rompe com o eterno em busca do etéreo.

E sendo isso uma programação psíquica, não existe nenhum outro modo de aprender a diferença entre o eterno e o etéreo sem viver a experiência de novamente partir em busca desse eterno no etéreo. Até que se percebe um dia que ele também se torna eterno, deixa de ser etéreo e a noção de felicidade desaparece.

E novamente nossa programação psíquica nos põe em busca da felicidade ou em fuga do que nos parece infelicidade, pois nada é permanentemente etéreo, mesmo que seja eterno.

Talvez Vinícius de Morais estivesse equivocado ao dizer “que seja infinito enquanto dure”. Talvez o mais correto fosse dizer “que não seja eterno, mas que seja etéreo enquanto dure”.

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:30 AM

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Categories: Sentimento

 22 nov 2009 @ 11:47 PM 

Não haveria presente melhor no mundo do que a existência de vocês.

Nada na minha vida faz mais sentido do que o amor que sinto por vocês, desde que ambas eram apenas embriões.

Lembro-me da felicidade dos resultados de “positivo” de cada uma de vocês e foi a partir desse momento que passei a amá-las. E a partir desse dia, nada na minha vida fez sentido sem a existência de cada uma.

Costumo dizer aos amigos que se tem uma coisa que eu nasci pra ser foi pai. E felizmente o pai de vocês duas.

Meu carinho, minha ternura, meu amor, minha devoção, meus pensamentos, meus desejos, meus anseios, meus caprichos, são todos vocês duas.

Tudo o que diz respeito a vocês me interessa, me anima, me estimula, me revigora, me dá forças pra ser mais do que às vezes até poderia ser. Mas por vocês eu posso tudo. Por vocês eu faço tudo.

Não estamos juntos nesse dia dos pais, mas estamos juntos sempre, mesmo à distância.

Penso em vocês o dia todo, fico aguardando uma ligação, uma mensagem, mas meu coração está em contato com o de vocês o tempo todo, não tem jeito de desligar.

Não existe carinho maior do que receber o beijo e abraço de vocês, ver o sorriso espontâneo, os olhares brilhantes, os trejeitos que fazem de cada uma, uma criatura especial, ímpar.

É olhando pra vocês duas que me vejo, buscando os traços físicos e comportamentais que refletem a ligação que temos.

O bom humor de ambas, o dom de fazer graça, a espontaneidade, a feminilidade de cada uma e tantas outras coisas que vejo de mim e sua mãe em vocês.

Minhas filhas, minhas amigas, minhas companheirinhas, minhas preciosidades, e que na verdade não são minhas, pois sou apenas guardião de vocês que pertencem ao mundo.

Meu coração vai ficar apertado por quase um ano na ausência da Mari, mas eu vou estar feliz por ela estar dando um passo importante na sua vida. Todos nós vamos sentir falta. Mas você vai voltar, e eu vou te esperar com toneladas de saudades.

Eu e Clacla continuaremos juntos enquanto isso, estreitando cada vez mais o nosso amor, essa mocinha de 13 anos que só dormia no meu colo até quase completar 2 anos chegando a me dar uma tendinite no braço direito. Ah! Mas como era bom fazer ela dormir no meu colo.

Assisti o nascimento de cada uma de vocês e a emoção daquele momento é única, mas que consigo sentir até hoje, e especialmente hoje, dia dos pais.

Amo vocês minhas filhas. Não há nada mais verdadeiro pra dizer do que AMO VOCÊS.

E esse amor não vai acabar nunca, pois nem o tempo e nem à distância serão obstáculos pra que ele sobreviva.

Te amo Mariana! Te amo Clarice!

Obrigado por existirem e serem as pessoas maravilhosas que vocês são!

Papai

Posted By: Herminio S. Naddeo
Last Edit: 23 nov 2009 @ 11:30 AM

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